A quebra na rotina foi percebida antes mesmo da entrega dos chocolates. A chegada dos voluntários, as atividades fora do habitual e a expectativa nos corredores marcaram a edição 2026 do projeto Páscoa Feliz, que levou convivência e inclusão a instituições sociais de Cuiabá e Várzea Grande.
Entre os dias 23 e 27 de março, a ação do Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) atendeu cerca de 1.500 pessoas, entre crianças e adultos com deficiência intelectual e múltipla e idosos. Mais do que a distribuição de bombons, a iniciativa apostou em momentos de interação entre os alunos do UNIVAG e atividades que romperam o cotidiano dos assistidos.
Ao longo da semana, a ação social passou por locais como Escola Pestalozzi, APAE, Escola CHP, Escola Luz do Saber e o Lar dos Idosos São Vicente de Paulo.
Na APAE, onde 147 pessoas são atendidas diretamente, a mudança no ambiente foi imediata. A presença de novos rostos e propostas diferentes mobilizou assistidos e profissionais.
“Eles gostam muito quando tem pessoas diferentes, ações diferentes. Isso fortalece o movimento para eles e para nós também, enquanto profissionais”, afirma a coordenadora administrativa Eliete Jandres.
Na Escola Pestalozzi a expectativa pelas atividades começa antes mesmo da chegada das equipes. Segundo a diretora pedagógica Maria Chaves Nogueira, ações como essa acabam preenchendo lacunas no calendário dos assistidos.
“Muitos ficam esperando essas datas. Às vezes, é a única comemoração que eles têm durante o ano. Essa socialização é essencial, porque aproxima realidades e promove o contato com pessoas que ainda não conhecem o nosso público”, destaca.
Formação na prática
Além das atividades recreativas, a ação também se consolida como espaço de aprendizado para os acadêmicos envolvidos. Fora da sala de aula, o contato direto com diferentes realidades exige preparo técnico e sensibilidade.
Acadêmico do oitavo semestre de Odontologia, Matheus Alves dos Santos avalia que a vivência amplia o olhar sobre inclusão e qualifica a formação profissional.
“Ter esse contato direto com o público faz diferença. A gente sai da teoria e entende, na prática, a importância de promover inclusão e proporcionar momentos que também são de cuidado e acolhimento”, afirma.
A estudante de Enfermagem Hannah Neves reforça a necessidade de preparo diante de realidades que farão parte da rotina profissional.
“Vamos lidar com pessoas com diferentes necessidades no nosso dia a dia. Participar dessas ações nos prepara para oferecer uma assistência mais segura, sensível e humanizada”, diz.
Realizada há mais de 30 anos, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade e pessoas com deficiência.
A frente da organização, a assessora da vice-reitoria do UNIVAG, Cleudete Brandão, a proposta é aproximar o aprendizado acadêmico da realidade social.
“O objetivo é proporcionar essa vivência fora da sala de aula, levando o conhecimento para a prática e também contribuindo com as instituições. Para quem participa, amplia o olhar; para quem recebe, representa um momento de pertencimento”, afirma.
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