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Brasil Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026, 17:32 - A | A

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NÃO TOMOU PARTIDO

Trump diz que Lula pediu neutralidade e chama eleição no Brasil de vergonhosa

Presidente dos Estados Unidos afirmou que não apoiou candidatos a pedido de Lula, mas evitou reconhecer explicitamente a vitória do brasileiro e voltou a questionar o pleito sem apresentar provas

CONTEÚDO G1

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Lula e Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que não tomou partido nas eleições presidenciais do Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da declaração, Trump evitou dizer se reconhece a vitória do brasileiro e voltou a criticar o processo eleitoral, que classificou como “vergonhoso”, sem apresentar provas de irregularidades.

Questionado por jornalistas sobre quem considera vencedor da disputa, Trump respondeu que não queria comentar o assunto naquele momento. Ele também afirmou que pretende conversar com Lula.

“Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou Trump.

Na sequência, o presidente norte-americano disse que considerou o resultado um constrangimento para o Brasil e mencionou uma queda do mercado financeiro como parte de sua avaliação.

A declaração ocorre um dia depois de Trump classificar as eleições brasileiras como “muito estranhas”. Novamente, ele não apresentou evidências que sustentassem as críticas.

O resultado oficial, conforme a reportagem de origem, foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou Lula vencedor. O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça.

Até a última atualização da reportagem original, o governo brasileiro não havia se manifestado sobre a afirmação de Trump de que Lula teria pedido a neutralidade dos Estados Unidos durante a campanha.

Na quarta-feira (28), Trump também comentou a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou ter autorizado a entrada do brasileiro no país, mas disse que não pretendia se envolver no assunto.

Segundo a reportagem de origem, Flávio viajou em um avião particular após deixar o Brasil por uma fronteira terrestre com a Argentina. O trajeto incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos.

O senador havia divulgado uma carta na qual se autointitulava “líder do Brasil”, mas Trump evitou comentar o conteúdo do documento.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, tem reunião prevista com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante o encontro de chanceleres do G20, marcado para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta, nos Estados Unidos.

O encontro ocorre em meio às declarações de Trump sobre as eleições brasileiras e à ausência de um reconhecimento explícito, por parte do presidente norte-americano, da vitória de Lula.

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