O documento, datado de 21 de outubro, cita duas notas fiscais de R$ 2 milhões cada, emitidas em agosto e outubro de 2025, com a descrição "Assessoria Jurídica". A segunda parcela teria sido transferida em 21 de outubro daquele ano, 22 dias antes da votação no Senado.
Falcão aponta que Flávio participou da votação de 12 de novembro sem declarar impedimento. Como o escrutínio foi secreto, os registros públicos não permitem identificar o sentido do voto do senador.
O deputado pede a apuração de possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Entre as diligências solicitadas estão a requisição de documentos que comprovem a prestação dos serviços, o rastreamento dos valores e o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
Em explicação à imprensa reproduzida na representação, Edvaldo Nilo afirmou que os pagamentos decorreram de serviços prestados em conjunto com o senador a clientes privados, sem envolvimento de recursos públicos. O documento aponta, porém, que ele não identificou os clientes nem as causas atendidas.
Segundo a representação, a campanha de Flávio não respondeu aos questionamentos da imprensa feitos sobre os serviços e valores recebidos.
(Com Agência Estado)
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