A abertura do dado indica uma melhora relevante na percepção sobre o curtíssimo prazo, com retomada da confiança no presente após o consumidor ter "puxado o freio" em setembro. O subíndice de Situação Atual subiu 3,4 pontos, para 45,6, enquanto o componente de Investimento avançou 3,2 pontos, para 51,4, voltando a superar a linha de neutralidade e retornando à zona de otimismo. As Expectativas Futuras também cresceram e se mantiveram em nível elevado, chegando a 67,8 pontos. Já o subíndice de Emprego ficou estável em 53,6 pontos.
Na prática, segundo a leitura da pesquisa, o consumidor se apoiou na segurança no trabalho para destravar decisões de gasto. "Respaldado pela segurança no trabalho, o consumidor sentiu conforto para destravar a carteira", mostra o relatório que detalha o ICC.
Eleições
O mês de outubro foi marcado por eventos que poderiam ter pressionado a percepção das famílias, dado que o período concentrou os dois turnos das eleições gerais e culminou na disputa de 25 de outubro, que definiu a reeleição presidencial. Em ambientes de maior polarização, indicadores de confiança tendem a oscilar, mas, desta vez, a economia real funcionou como amortecedor.
Um dos sinais desse suporte veio da arrecadação federal, que atingiu recorde para o mês ao somar R$ 239,4 bilhões, com alta real de 5,62%. O resultado é atribuído ao aquecimento da massa salarial e ajuda a sustentar as transferências de renda. Foi essa estabilidade de emprego e renda, segundo o levantamento, que blindou o consumidor e contribuiu para elevar a parcela dos brasileiros que avaliam que o País está no "rumo certo", indicador que avançou 3 pontos porcentuais, para 39%.
(Com Agência Estado)
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