Segunda-feira, 09 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Segunda-feira, 09 de Março de 2026, 16:57 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 09 de Março de 2026, 16h:57 - A | A

DE TRABALHO DOMÉSTICO À SEXUAL

Trabalho escravo contemporâneo atinge principalmente mulheres negras no Brasil

No Dia Internacional da Mulher, alerta para a exploração invisível que afeta desproporcionalmente mulheres negras, do trabalho doméstico à exploração sexual

DA REDAÇÃO

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) reforça um alerta urgente: o trabalho escravo contemporâneo atinge de forma desproporcional as mulheres negras, revelando como racismo e desigualdade de gênero se entrelaçam na exploração invisível.

Dados oficiais mostram que, em 2025, 2.772 pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão. Embora os homens sejam maioria, 14% das vítimas eram mulheres, e 83% se autodeclararam negras. Esse recorte evidencia desigualdades estruturais profundas.

A exploração ocorre tanto no meio rural, em setores como pecuária, café e cana-de-açúcar, quanto no urbano, onde o trabalho doméstico análogo à escravidão permanece invisibilizado. Muitas mulheres negras são submetidas a jornadas exaustivas, sem remuneração adequada, privadas de educação e de liberdade.

Além disso, a exploração sexual e o tráfico de pessoas atingem majoritariamente mulheres negras, em contextos de coerção, dependência econômica e ausência de alternativas. Muitas vezes, essas violações são encobertas por narrativas que naturalizam a violência ou confundem exploração com “favor” ou “prostituição voluntária”.

“Dar visibilidade ao trabalho escravo doméstico e a outras formas de exploração que atingem majoritariamente mulheres, especialmente mulheres negras, é fundamental para enfrentar desigualdades históricas e fortalecer políticas públicas de proteção”, afirma Paulo Funghi, coordenador-geral de Erradicação do Trabalho Escravo do MDHC.

O enfrentamento exige fortalecer canais de denúncia como o Disque 100, capacitar agentes públicos e garantir apoio às vítimas com moradia, renda e acompanhamento psicossocial.

Neste 8 de março, o MDHC reafirma: não há igualdade de gênero sem enfrentar o racismo estrutural e proteger mulheres negras da exploração e da violência.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros