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Brasil Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026, 08:49 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026, 08h:49 - A | A

SÓ RESPONDE AO MITO

Tarcísio vê ameaça velada e rechaça Flávio Bolsonaro como novo chefe

Aliados de Tarcísio de Freitas afirmam que governador não quer ficar à mercê dos movimentos de Flávio e que gostaria de ser mais ouvido

METRÓPOLES

O entorno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem enxergado como uma espécie de “ameaça velada” do clã Bolsonaro as declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) de que o governador de São Paulo depende do apoio da família para se reeleger no estado.

“Ele quer mostrar que não é subserviente, afinal já conquistou capital político próprio em São Paulo. As constantes declarações dos Bolsonaros afirmando que Tarcísio precisa deles em São Paulo têm soado como ameaça velada“, disse um auxiliar próximo a Tarcísio.

Segundo ele, em entrevistas recentes os filhos do ex-presidente afirmam que “Flávio precisa de Tarcísio e vice-versa” ou que “Tarcísio não tem escolha” sobre apoiar ou não a candidatura do senador à Presidência da República.

Eduardo chegou a afirmar que uma “traição” do governador o transformaria no “novo Doria”, em referência ao fato de o tucano ter ficado isolado ao romper com Bolsonaro após ter sido eleito na esteira do bolsonarismo, em 2018.

De acordo com auxiliares, o fato de Tarcísio ter cancelado a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, foi um recado claro a Flávio de que o governador paulista não deseja ficar à mercê dos movimentos do senador.

Isso porque, no dia anterior ao encontro, horas depois de Tarcísio ter confirmado a visita, Flávio afirmou que a conversa serviria para Bolsonaro reforçar ao governador que sua reeleição seria fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT nas urnas.

“Ele quer de fato mandar um recado que ficou muito incomodado com as declarações do Flávio, e que sabe da importância do palanque dele para o Flávio no Estado de São Paulo“, disse uma fonte palaciana.

Segundo o entorno de Tarcísio, a declaração teria sido a gota d’água para o mandatário paulista cancelar a visita ao padrinho político. Na agenda oficial dessa quinta, data em que seria o encontro com o ex-presidente, constava apenas que o governador teria “despachos internos”, o que também foi lido como um sinal claro de insatisfação.

No início da noite, após reuniões internas no Palácio dos Bandeirantes e em meio à crise com os bolsonaristas, o Governo de São Paulo anunciou a mudança no comando da Casa Civil, responsável pela articulação política do governo.

Atual secretário, Artuhr Lima, tido como homem de confiança de Tarcísio, assume a secretaria da Justiça. No seu lugar, entre Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos – partido do governador.

A troca visa mudar o perfil da pasta no ano eleitoral e azeitar a relação com deputados e partidos da coalizão.

Quem é o chefe

“O Tarcísio tem um ‘chefe’, que é o Bolsonaro. Ele não quer interlocutores. É uma briga por espaço e não uma ruptura. Ele está apenas marcando posição. No fundo, o Tarcísio gostaria de ser mais escutado”, afirmou outro interlocutor próximo.

Aliados do chefe do Palácio dos Bandeirantes entendem que, ao antecipar o teor do encontro, Flávio obrigaria o governador a fazer uma fala à imprensa logo na saída da visita a Bolsonaro, endossando que atenderia ao pedido do ex-presidente de apoiar o filho de forma mais enfática.

“Acho que ele esperava que este encontro fosse marcado para uma data mais à frente. É um erro ele encontrar Bolsonaro agora. O ideal seria encontrá-lo quando a candidatura de Flávio já tiver tido tempo para tentar se consolidar politicamente”, diz uma fonte do entorno do governador.

Apesar dessa avaliação, no fim da tarde desta quinta (22/1), Tarcísio afirmou nas redes sociais que visitará Bolsonaro na próxima quinta-feira (29/1). Ainda reforçou que é candidato à reeleição e, sem citar Flávio, disse que trabalha por uma “direita unida e forte para tirar a esquerda do poder”. “Qualquer informação diferente desta não passa de especulação”, afirmou.

Incógnita sobre Flávio

A avaliação de diferentes auxiliares de Tarcísio ouvidos pela reportagem é a de que Flávio ainda não teria convencido o mercado financeiro e os principais partidos do Centrão sobre a robustez de sua candidatura. Diante disso, Tarcísio preferiria aguardar a definição do cenário e, enquanto isso, apoiar o senador de forma mais tímida, como já tem feito.

“Até agora acho que Flávio não conseguiu convencer ninguém. O PP dizendo que ficará neutro, MDB dizendo que ficará neutro, Republicanos dizendo que ficará neutro, PSD lançando candidato”, diz um aliado.

“A candidatura de Flávio ainda é uma incógnita no mercado. MDB e PSD não estão apoiando. União Brasil também não saiu da moita. (Caso não avance a candidatura do senador), como Tarcísio vai voltar atrás se apoiar enfaticamente o Flávio?”, pontuou outra pessoa do entorno.

Prioridades

Além das dúvidas sobre a “musculatura” da candidatura de Flávio, interlocutores do governador paulista incluem entre os motivos para Tarcísio não entrar de cabeça na campanha do “filho 01” a versão de que ele estaria preocupado em acelerar entregas da gestão, já que o calendário para isso fica mais restrito em ano eleitoral.

Citam também que Tarcísio precisaria começar a estruturar a própria corrida à reeleição, o que envolve costuras partidárias e decisões sobre quem deixará o governo para atuar na campanha, além de definir os substitutos dos secretários que estão deixando o governo em meio ao ano eleitoral.

“Tarcísio tem que montar o plano de governo e organizar a sua base para a reeleição. São várias costuras a serem feitas”, diz um secretário.

Alguns dos “pepinos” que o governador precisa resolver no seu “quintal”, lembra um deputado aliado, seria a insatisfação de prefeitos em relação a repasses de recursos que estão travados e também de partidos como o PP, que tem demonstrado irritação com o governo e chegou a ameaçar lançar candidato próprio em São Paulo.

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