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Brasil Segunda-feira, 01 de Junho de 2026, 13:30 - A | A

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Tarcísio considera 'positiva' a classificação de PCC e CV como grupos terroristas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira, 1, que considera "positiva" a classificação como grupos terroristas das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) pelos Estados Unidos.

As declarações foram feitas em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM. A Secretaria de Estado do governo dos EUA emitiu o comunicado na quinta-feira, 28. Tarcísio elogiou a medida nas redes sociais e destacou o papel do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Cada país tem a liberdade de fazer a sua classificação", disse o governador. "Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado."

Segundo Tarcísio, há casos de lavagem de dinheiro no exterior envolvendo grupos brasileiros, inclusive com braços e células do crime organizado nos Estados Unidos, o que teria levado os norte-americanos a identificar o problema. Ele observou que a tentativa de classificar facções criminosas como organizações terroristas já foi discutida diversas vezes no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), mas nunca houve consenso entre os países-membros sobre o tema.

Para o governador de São Paulo, a classificação faz sentido sob a ótica dos EUA. Do ponto de vista brasileiro, ele avaliou que a medida pode servir como mais uma ferramenta para ampliar a cooperação internacional, usar tecnologia no rastreamento de recursos e reforçar a asfixia financeira das organizações criminosas.

A classificação foi criticada foi criticada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, o Palácio do Planalto mencionou ameaças ao sistema Pix, defendeu a soberania nacional e classificou como deplorável o pedido da família Bolsonaro ao governo do presidente Donald Trump.

Subserviência aos EUA

Ao ser questionado sobre as declarações do pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de que seria subserviente aos Estados Unidos, Tarcísio rechaçou a acusação. O governador afirmou que não há subserviência e disse que seu objetivo é combater o crime.

"Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque todas as empresas brasileiras foram para lá", retrucou o governador. "O cara só fala bobagem. Não tem subserviência nenhuma."

Segundo o governador, o ex-ministro deixou como saldo aumento da carga tributária, empresas endividadas, alta da inadimplência, recorde de recuperações judiciais, crescimento da relação dívida/PIB, rombo nas contas públicas e uma conta de energia mais cara para os brasileiros. Ele classificou a passagem de Haddad pela Fazenda como um "fracasso retumbante".

'Fim da Cracolândia' e 'Times Square Paulista'

O chefe do Executivo paulista também defendeu o projeto da "Times Square Paulista", oficialmente chamado de Boulevard São João, suspenso temporariamente pela Justiça de São Paulo no fim de maio. A liminar atendeu a uma ação popular que questiona possível enfraquecimento da Lei Cidade Limpa e impactos urbanísticos na região central da capital.

"Daqui a pouco reverte, porque é bom para São Paulo", disse. "É bom ter um lugar iluminado, que vai favorecer a circulação das pessoas. A gente tem que realmente inovar, ser disruptivo. Tenho certeza que, quando estiver instalado, as pessoas vão gostar."

A iniciativa se soma a outras apostas do governador para a região central, como o novo Centro Administrativo Campos Elíseos, leiloado em fevereiro na B3, com investimento estimado em R$ 6 bilhões, e a divulgação do que o governo classifica como "fim da Cracolândia". Também integra essa agenda a proposta de transformar a área da Favela do Moinho, hoje em processo de desapropriação, em parque e estação de trem - medida que provocou embate com o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tarcísio também defendeu o que o governo classifica como "fim da Cracolândia". Segundo ele, é falsa a avaliação de que houve espalhamento da região de consumo de drogas. O governador afirmou que a gestão tem ampliado a rede de assistência e repetido, em outros pontos da cidade onde há concentração de pessoas em situação de rua, o modelo de abordagem adotado na Cracolândia.

(Com Agência Estado)

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