"Ainda falta muita coisa para a gente chegar ao ponto que nós precisamos chegar para que as pessoas de bem nesse país vençam as pessoas do mal. Além de você mudar um monte de coisa, nós vamos ter que conversar muito com o Poder Judiciário", disse.
"A Polícia Militar se queixa, a Polícia Civil se queixa, os governadores se queixam, e então vamos ter que colocar na mesa para discutir com o Conselho Nacional de Justiça, com o Conselho Nacional de Procuradores para ver se a gente consegue colocar também o Poder Judiciário em harmonia com essa tese que nós estamos aprovando aqui hoje", acrescentou.
Para o presidente, se não houver essa articulação, "a gente vai continuar com uma falha muito grave no combate ao crime organizado".
Lula ainda agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente no evento, pela "presteza e rapidez" com que tem votado os projetos prioritários do governo federal.
Governo federal e segurança pública
Em seu discurso, o presidente Lula negou que o governo federal pretenda ocupar o espaço dos governadores no combate ao crime organizado, mas afirmou ver a necessidade de uma atuação mais ativa da União no tema.
"Estamos sentindo a necessidade de que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e determinação, porque não queremos ocupar o espaço dos governadores nem o espaço da política estadual. Mas, se não trabalharmos juntos, não vamos conseguir vencer. O crime organizado se aproveita da nossa divisão", declarou.
Segundo Lula, o lançamento do programa é para "dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território".
"O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada Estado. E esse programa está permitindo que a gente possa combater o crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto desse País", declarou.
(Com Agência Estado)
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