"Era até esperado que ele fosse aparecer agora e fazer algum tipo de bagunça, e eu acho que esse tipo de coisa era para beneficiar o Flávio", disse Renan. A declaração foi dada em coletiva de imprensa após participação na 27ª Conferência Anual Santander, na capital paulista.
O presidenciável do Missão relembrou que Marçal estava trabalhando como consultor de marketing da campanha de Flávio. Na avaliação de Renan, o influenciador é uma figura "folclórica" e não há nada a esperar muito diferente de uma suposta linha auxiliar do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marçal obteve neste fim de semana uma liminar que reconheceu retroativamente sua filiação ao PRTB em 4 de abril, data-limite para cumprir a exigência de vínculo partidário por pelo menos seis meses antes da eleição. A decisão permitiu o protocolo do pedido de registro, mas não afastou outra barreira: a condenação que o tornou inelegível até 2032.
A condenação não impede, por si só, a apresentação do pedido de registro. O protocolo, contudo, também não significa que a candidatura tenha sido aprovada. Caberá ao TSE verificar se Marçal reúne as condições exigidas para concorrer. Enquanto o pedido estiver pendente, ele permanecerá na disputa como candidato sub judice, expressão usada para definir uma candidatura cuja validade ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral.
(Com Agência Estado)
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