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Polícia Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 12:30 - A | A

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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 12h:30 - A | A

OPERAÇÃO HERITAGE

PF aponta uso de fundos do Banco Master em suposto esquema de R$ 308 milhões

Investigação aponta que recursos de acordo tributário entre o Governo de Mato Grosso e a Oi passaram por fundos de investimento e teriam beneficiado pessoas ligadas ao ex-governador Mauro Mendes

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Mayke Toscano/Secom-MT

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A Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de R$ 308,1 milhões em recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Segundo a investigação da Operação Heritage, deflagrada nesta quinta-feira (6), valores da restituição tributária teriam sido direcionados por meio de fundos de investimento administrados pelo Banco Master para beneficiar pessoas ligadas ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Entre os alvos dos 25 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão Mauro Mendes e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida.

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A investigação teve início após representações apresentadas pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político de Mauro Mendes na disputa pelo Senado. A decisão do STF permanece sob sigilo.

De acordo com a Polícia Federal, o Governo de Mato Grosso firmou, em 2024, um acordo com a Oi para o pagamento de R$ 308,1 milhões referentes a créditos tributários discutidos judicialmente desde 2009. A partir dessa operação, os investigadores apontam que foi montada uma estrutura financeira para ocultar a destinação dos recursos.

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Segundo a apuração, o valor foi convertido em direitos creditórios e dividido igualmente entre os fundos Royal Capital e Lotte Word, ambos administrados e custodiados pelo Banco Master.

Na sequência, o fundo Lotte Word teria utilizado os recursos para adquirir participações em outras empresas e fundos de investimento, entre eles Golden Bird e Coliseu, ligados, conforme a investigação, a pessoas próximas ao ex-governador.

A Polícia Federal também aponta que o dinheiro teria chegado a empresas vinculadas a Luis Antonio Mendes, filho de Mauro Mendes, ao deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), ao empresário Fernando Robério Garcia, pai do parlamentar, além de outros aliados políticos do ex-governador.

O acordo com a Oi foi conduzido pelo então advogado Ricardo Gomes de Almeida. Conforme a investigação, ele também teria participação nos fundos que receberam os direitos creditórios decorrentes da negociação. Em novembro de 2025, Ricardo Almeida foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso por indicação de Mauro Mendes e agora também figura entre os investigados na Operação Heritage.

Até a publicação desta reportagem, Mauro Mendes não havia se manifestado sobre a operação. A defesa do desembargador Ricardo Gomes de Almeida ainda não foi localizada. A Oi e o Banco Master também não comentaram o caso.

(Com Agência Estado)

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