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Brasil Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 14:30 - A | A

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 14h:30 - A | A

'Não passa pela nossa cabeça retirar Flávio da disputa', diz presidente do PL

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 25, que não "passa pela cabeça" do partido retirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da disputa presidencial e que "toparia" apoiar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro mesmo se já soubesse da relação dele com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Valdemar disse que fez uma reunião com Flávio para entender como ele responderia ao caso, após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de um áudio em que o senador pede dinheiro para financiar o filme "Dark Horse", produção sobre a história de seu pai. Segundo o dirigente, o pré-candidato à Presidência afirmou que procurou Vorcaro porque precisava arrecadar recursos para o filme e não tinha outra opção.

"Teria topado, sim, porque ele não tinha opção. Foi procurar uma alternativa para conseguir fazer o filme do pai e não estava conseguindo arrecadar para isso", disse Valdemar, em entrevista à GloboNews. O líder partidário afirmou ainda que não sabia do pedido de dinheiro feito por Flávio ao banqueiro nem da relação entre os dois. "Fiquei surpreso", declarou.

Valdemar afirmou que a conduta de Flávio foi "natural" e "normal", inclusive a visita a Vorcaro, porque o empresário já o havia ajudado. Segundo ele, o senador queria encerrar a relação e cobrar o pagamento do valor restante, questionando se Vorcaro teria condições de quitá-lo. "O que o Flávio fez é natural, é a coisa mais normal do mundo", ressaltou.

O presidente do PL disse ainda que já esperava desgaste eleitoral, mas avaliou que o impacto foi menor do que o previsto, uma vez que Flávio ainda aparece, segundo ele, um ou dois pontos à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após desempenho acima do esperado. Na sexta-feira, 22, o Datafolha apontou nove pontos de vantagem de Lula no primeiro turno e empate técnico no segundo, com 47% para o petista e 43% para o filho de Jair.

(Com Agência Estado)

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