Segundo notas divulgadas pelo Senado e pelo STF, os dois trataram sobre a "multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias" que contribuem para os salários de magistrados ultrapassarem o teto do funcionalismo - hoje equivalente ao salário de um ministro do STF, de R$ 46,3 mil.
Em decisão de março, o Supremo autorizou expressamente oito tipos de "penduricalhos" e limitou as verbas indenizatórias a 35% do teto. O adicional por tempo de serviço pode exceder o teto em mais 35%. No total, os salários de juízes e membros do Ministério Público poderão ultrapassar o teto em até 70%.
"Na reunião, também foi destacada a jurisprudência consolidada do STF que considera inconstitucionais vantagens que ultrapassem o teto constitucional ou sejam concedidas sem vinculação a prestação laboral específica. Segundo os presidentes, a questão tem caráter estrutural e demanda solução legislativa ampla, capaz de preservar a valorização das carreiras públicas", diz a nota do Supremo.
As notas ainda informam que Fachin e Alcolumbre decidiram continuar os diálogos institucionais para construir propostas e receber sugestões da sociedade sobre o tema.
Na semana passada, Fachin apresentou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma proposta de resolução para instituir um contracheque único para toda a magistratura. Levantamento do CNJ identificou que há, hoje, mais de 500 registros de "penduricalhos" pagos com nomes distintos. O texto de Fachin será analisado pelo plenário do CNJ nesta terça-feira, 26.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







