Ele explicou que para atender a expansão do parque nuclear, dos atuais 2 gigawatts (GW) de potência para 14 GW até 2055, a INB precisa aumentar em seis vezes a sua capacidade produtiva. "Concentrado de urânio, conversão, enriquecimento, fabricação de combustível. Cada etapa precisa escalar", afirmou Figueiredo Filho.
Ele informou que há duas semanas, após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou em Washington o Plano Nacional de Energia 2050 para um grupo de 20 líderes corporativos e investidores internacionais ligados à cadeia de energia. "A reação foi unânime: "Como podemos contribuir para esse novo momento?", indagaram os participantes, segundo o executivo.
"Enquanto o mundo inteiro investe em energia nuclear como solução para descarbonização, o Brasil tem algo que poucos países têm: urânio abundante, tecnologia consolidada e uma demanda garantida por combustível nuclear pelos próximos 30 anos", afirmou.
Segundo ele, a INB precisa de parceiros para investir capital nesse processo, afirmando ser uma oportunidade que se abre para o capital privado, que, por meio de parcerias estruturadas, ampliem a capacidade de produção de concentrado de urânio, já que hoje o Brasil importa parte do que precisa; nacionalizem mais etapas do ciclo do combustível nuclear, reduzindo a dependência externa; e gerem receitas exponenciais com a venda de combustível para os novos reatores que serão construídos.
"Isso não é especulação. É matemática: mais reatores é igual a mais demanda por combustível, que é igual a mais receita. A janela para estruturar essas parcerias é agora. Nos próximos 24 meses, as decisões sobre investimento e modelo de negócio serão tomadas. Quem entrar cedo posiciona-se para capturar valor nos próximos 30 anos", informou.
"O interesse de parceiros históricos como Westinghouse mostra exatamente o tamanho da oportunidade que se desenha no horizonte. E não é só Westinghouse. Há outras empresas globais observando", acrescentou.
(Com Agência Estado)
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