Presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu a sessão para que ela fosse atendida por uma equipe médica. Um laudo ainda será emitido, mas o parlamentar já confirmou que a depoente não falará mais ao colegiado.
Ingrid recebeu repasses de Cícero Marcelino, alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Os valores eram oriundos de descontos associativos efetuados pela Conafer. No Congresso, ela afirmou não conhecer a origem dos recursos e acreditar que seu marido era um empresário bem-sucedido.
Perguntada se não estranhou o enriquecimento repentino do cônjuge e sobre a origem da renda dele, ela disse: "Consultoria, administrativo. Ele sempre foi vendedor".
Gaspar questionou o fato de Cícero Marcelino não ter formação superior. "Ele ia prestar consultoria do quê?", perguntou. A depoente respondeu: "Da vida". Nas duas perguntas seguintes, ela usou o direito ao silêncio, mas o fez com a voz embargada. Viana, então, interrompeu o depoimento, que não foi retomado.
(Com Agência Estado)
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