Na nova versão, Michelle afirmou que as instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal são "menos prejudiciais à saúde" do ex-presidente. A ex-primeira-dama também excluiu o primeiro parágrafo do texto original, no qual dizia: "Meu marido não cometeu crime algum. Não houve nenhum golpe. Nunca deveria ter sido condenado. Está tudo errado desde o início".
Michelle reiterou que continuará lutando para levar o marido para casa. Embora tenha mantido esse trecho, suprimiu a parte em que afirmava que "a certeza da injustiça permanece". Ela também suprimiu a parte em que mencionava a união da família em torno do ex-presidente: "Eu, minhas filhas e meus enteados - os filhos do meu amor - estamos unidos para cuidar do nosso líder, pai e esposo".
Na postagem, a ex-primeira-dama também pediu para não ser julgada por suas declarações. "Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política", escreveu. Esse trecho foi mantido na versão final.
Segundo aliados do ex-presidente ouvidos pelo Estadão, Bolsonaro avaliou de forma positiva a transferência da Superintendência Regional da Polícia Federal para o presídio da Papudinha, classificando a decisão como um "bom gesto". A avaliação foi relatada por interlocutores que conversaram com Michelle ainda na noite da transferência. Na quinta-feira, 15, a ex-primeira-dama agradeceu publicamente à PF pelos cuidados e pelo auxílio prestados ao ex-presidente durante o período em que esteve sob custódia da corporação.
Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. Ele foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
(Com Agência Estado)
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