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Réus por estupro coletivo no Rio são investigados por outras denúncias de violência sexual

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu nesta terça-feira, 3, novas denúncias de vítimas que afirmam ter sofrido violência sexual por parte de suspeitos envolvidos no caso do estupro coletivo em Copacabana, ocorrido no final de janeiro. Os casos relatados aconteceram em 2023 e em outubro do ano passado e já estão sob investigação.

Com relação à violência sexual ocorrida em janeiro de 2026, os suspeitos Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram à polícia nesta terça e estão presos. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonim, também suspeitos de envolvimento no crime, seguem foragidos. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos citados.

Um adolescente, que também teria participado das agressões sexuais, é alvo de uma representação do Ministério Público. A identidade dele não foi informada.

Ele é apontado como o responsável por atrair a vítima, de 17 anos, para um apartamento em Copacabana. Durante o ato, outros agressores teriam entrado no imóvel e praticado o estupro. O adolescente não foi apreendido e responderá por ato infracional análogo ao estupro. Já os quatro adultos respondem por estupro.

As novas denúncias

Conforme as investigações, a vítima que sofreu a violência em outubro de 2023 tinha 14 anos na época e, na ocasião, também foi alvo de um estupro coletivo em um apartamento no bairro do Maracanã.

As circunstâncias semelhantes ao caso recente surpreenderam os investigadores. "Um relato exatamente igual ao da vítima atual", disse o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), que está à frente das investigações.

"Ou seja, ela (a vítima de 14 anos) já tinha tido relacionamento anterior com o mesmo adolescente e ele se aproveitou dessa confiança para atraí-la até um apartamento. E, quando ela chegou nesse apartamento, estavam lá o Mattheus - que se entregou hoje - e mais uma pessoa que ela se refere pelo nome de 'Gabriel'", disse Lages à reportagem.

A vítima ainda relatou que, além da violência sexual, foi alvo de agressões e violência psicológica. "Assim como a vítima de janeiro deste ano", pontuou Lages.

A polícia apura se o suspeito identificado como "Gabriel" trata-se de João Gabriel Xavier Bertho, que se entregou à polícia nesta terça. "A gente não sabe exatamente ainda quem é essa pessoa. A investigação é muito recente. O registro foi feito entre ontem (segunda-feira) e hoje (terça). De confirmado, eu tenho o adolescente e o Mattheus", afirmou o delegado.

Já a terceira denúncia, também feita por uma jovem menor de idade, informou que a violência sexual foi sofrida em outubro do ano passado durante uma festa organizada entre estudantes. Ela também é aluna do Colégio Pedro II, escola onde, segundo as investigações, os suspeitos estudam. Segundo a vítima, ela foi violentada por Vitor Hugo Oliveira Simonim, que está foragido.

Simonim é filho de José Carlos Costa Simonim, que ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio, órgão vinculado à pasta estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O subsecretário foi exonerado do cargo após o episódio. A reportagem busca contato com o ex-servidor e com a defesa do filho.

O Colégio Pedro II, onde os quatro suspeitos do estupro coletivo em Copacabana estudam, abriu um procedimento administrativo e determinou o afastamento de todos eles. Em nota enviada à comunidade escolar, o colégio diz que, em conjunto com a reitoria e sob orientação da procuradoria federal, seguirá com o desligamento dos estudantes.

(Com Agência Estado)

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