"Eu confesso que eu achei que a gente podia ganhar as eleições no primeiro turno, tal era a performance das coisas que a gente tinha realizado no governo", afirmou Lula em sabatina no SBT. "Estou convencido que no dia 25 vamos ganhar as eleições", acrescentou, citando as manifestações de rua convocadas pela esquerda. "O povo está assumindo a responsabilidade da campanha", disse.
Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista teve 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio. A diferença de 1,87 pontos porcentuais é a menor já registrada entre os dois primeiros colocados no primeiro turno.
O resultado surpreendeu a campanha petista, que esperava uma distância pequena entre os dois, mas com Lula à frente de Flávio. Após o primeiro turno, a campanha de Lula passou por um rearranjo. Foram incorporados uma nova linguagem nas redes sociais e um discurso mais focado nas ameaças que Flávio representaria a programas sociais.
As principais adições no núcleo duro da campanha foram o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o ex-governador da Bahia e senador eleito Rui Costa (PT). Os três têm comandado a operação no QG petista nos últimos dias e têm participado das principais decisões políticas da campanha.
"Agora estou mais tranquilo, porque dois turnos é isso. Nós perdemos votos em alguns Estados que a gente não imaginava perder votos e agora estamos trabalhando para recuperar", prosseguiu. Ele afirmou que está buscando recuperar votos no Nordeste e no Sul. "Podemos ganhar as eleições em Minas Gerais e podemos diminuir a diferença em São Paulo e, se isso acontecer, nós ganharemos as eleições, como ganhamos as outras", completou.
(Com Agência Estado)
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