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Brasil Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 19:30 - A | A

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 19h:30 - A | A

Edinho Silva: Lula defende que precisamos começar reforma do Estado brasileiro

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 19, que, em um eventual quarto mandato, Lula apoiará uma reforma de Estado, o que inclui mudanças no Judiciário e do Ministério Público (MP), além do corte de "supersalários" do funcionalismo público.

"Lula tem defendido que temos que começar a construir no Brasil uma reforma do Estado brasileiro. Essa reforma significa reformas do Poder Judiciário, do MP, acabarmos com penduricalhos e supersalários, fazermos reforma no sistema político-eleitoral brasileiro", declarou durante o debate com o coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL), promovido pela GloboNews.

Segundo Edinho, Lula teria "predisposição para fazer reforma do Estado para que se melhore a qualidade do gasto público". O presidente do PT mencionou o controle de deputados federais e senadores sobre uma fatia do Orçamento. "Não é possível que o Congresso execute hoje R$ 62 bilhões do Orçamento. Quem tem força política para fazer reformas? Quem já fez."

Questionado sobre como Lula promoveria reformas sem maioria no Congresso, Edinho respondeu: "Não tínhamos maioria no Congresso para aprovar a PEC 6X1. O presidente Lula liderou esse debate".

Edinho Silva ainda criticou a condução econômica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que a gestão Lula herdou, em 2023, um "Brasil sem dinheiro para pagar despesas continuadas" e com relatórios de transição com números maquiados.

O petista defendeu o pagamento de precatórios e criticou o volume de desonerações deixado por Bolsonaro. Segundo ele, muitos setores beneficiados não precisavam da redução da carga.

(Com Agência Estado)

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