"A Bahia vai te entregar a Lula três senadores de verdade, um está ali", disse o governador baiano, em referência ao senador do PSD Otto Alencar, que está em meio de mandato (2023-2030) e é da base do governo. Ele também está presente no evento petista deste sábado. "Não é que você desobedeceu ao PSD, no seu nome de partido. Você manteve a sua linha. Quem mudou de lado foi o PSD em outros Estados e você aqui garantiu sua palavra", destacou Jerônimo a Otto.
O PSD lançou Ronaldo Caiado à Presidência da República, mas liberou lideranças estaduais para apoiarem diferentes candidatos, de Lula a Flávio Bolsonaro (PL). Em Estados como São Paulo, o PSD apoia nomes de direita, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição.
"Eu espero que os meus companheiros governadores ampliem aquela bancada. Não é para Lula. É para o Brasil, e não só para o Brasil", prosseguiu Jerônimo. "O Lula é nosso embaixador no mundo, o Lula puxou o tema da fome, o Lula puxou o tema da guerra, o Lula puxou o tema da transição energética, teve a coragem de trazer para o Brasil uma COP", elogiou.
Um dos redutos eleitorais do PT, a Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do País, atrás somente de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Pesquisa Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral da Bahia divulgada na quarta-feira, 29, apontou que ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo seguem em empate técnico na disputa pelo governo estadual.
O ex-prefeito de Salvador e o atual governador empatam tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em um eventual segundo turno entre eles, ACM Neto registrou 43% de preferência, e Jerônimo, 39%, com 11% de indecisos e 7% de votos brancos e nulos. Os dados apontam para um cenário estável desde a rodada anterior da pesquisa, divulgada em abril.
Os candidatos petistas despontam na intenção de voto para o Senado. Rui Costa e Jaques Wagner lideram os dois cenários de pesquisa estimulada.
A Genial/Quaest fez 1.200 entrevistas a domicílio com eleitores da Bahia entre os dias 23 e 27 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BA-02331/2026.
(Com Agência Estado)
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