No Supremo, a reunião é tratada como mais uma confraternização entre os ministros, que segue a tradição iniciada na gestão de Luís Roberto Barroso. Mas há uma expectativa de que o código de ética, que enfrenta resistência interna, figure como um dos principais assuntos do encontro.
Fachin já conversou com todos os ministros individualmente sobre a proposta e tem dito que tratará do tema com diálogo, sem imposições. Em entrevista ao Estadão no mês passado, Fachin disse que conta com apoio da maioria dos ministros para aprovar o código, mas que parte deles tem ressalvas quanto à discussão em um ano eleitoral. Outros são contrários a qualquer endurecimento das regras.
Na primeira sessão plenária de 2026, realizada nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes deu recados que mostram resistência ao código. Durante o julgamento que trata das regras para o uso de redes sociais por magistrados, Moraes afirmou que "não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura".
"Magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive desta Suprema Corte, não julgam nenhum caso em que tenha ligação", acrescentou.
(Com Agência Estado)
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