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Brasil Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 10:25 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 10h:25 - A | A

RISCO À SAÚDE

Estudante de medicina é alvo da PF por vender “canetas emagrecedoras”

Os investigadores alertam que a compra de medicamentos por meio informal representa sério risco à saúde

METRÓPOLES

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5/2), uma ação para combater a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento vendidos pela internet e redes sociais, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem prescrição médica. O principal alvo é uma estudante de medicina.

A operação, batizada de Esculápio, cumpriu um mandado de busca e apreensão em um imóvel no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, por determinação da 9ª Vara Federal da capital paranaense.

Segundo a investigação, a apuração teve início após denúncia anônima apontar a oferta de medicamentos de uso controlado, importados irregularmente, divulgados principalmente em ambientes virtuais.

Durante as diligências, a PF identificou que a principal investigada é estudante de medicina no Paraguai e estaria utilizando esse vínculo com a área da saúde para dar aparência de credibilidade à venda dos produtos.

Entre os medicamentos comercializados estariam as chamadas “canetas emagrecedoras”, substâncias originalmente indicadas para tratamento de diabetes tipo 2, mas que vêm sendo amplamente usadas de forma irregular para fins estéticos e perda rápida de peso.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de importação, armazenamento e venda de medicamentos sem autorização do órgão sanitário, conduta que configura crime. A pena pode chegar a 15 anos de reclusão.

Os investigadores alertam que a compra de medicamentos por meio informal representa sério risco à saúde, já que os produtos podem ser falsificados, adulterados, transportados sem refrigeração adequada ou conter substâncias nocivas.

A PF também reforçou que o uso indiscriminado desse tipo de substância, sem avaliação médica, pode provocar efeitos colaterais graves, como alterações cardíacas, problemas gastrointestinais, hipoglicemia e até risco de morte.

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