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Brasil Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 17:30 - A | A

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, 17h:30 - A | A

CALMA: Como agir ao presenciar uma crise convulsiva? Especialistas dão orientações

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Durante uma prova de resistência do programa Big Brother Brasil, o ator Henri Castelli teve uma crise epiléptica. Depois de realizar exames em um hospital, ele voltou ao reality show e teve um segundo episódio. Por orientação médica, o ator deixou a atração.

A situação enfrentada dentro do BBB levanta uma dúvida: qual é a melhor forma de ajudar uma pessoa nessa situação?

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que, dependendo da região do cérebro afetada, uma crise epiléptica pode se manifestar de diversas formas, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão.

Em casos em que o problema atinge apenas uma parte do cérebro, os sinais tendem a ser mais leves e o paciente pode apresentar olhar fixo e relatar confusão, tontura, dor de cabeça, enjoo e dor abdominal.

Se for perceptível que a pessoa vai começar a ter uma crise, ou se ela avisar que está se sentindo mal, é importante ter calma e ajudá-la a se sentar ou deitar. "Nesse estágio, não se sabe se a crise vai cessar ou se pode evoluir para uma crise tônico-clônica", explica o neurologista Lécio Figueira.

Nos casos em que o quadro evolui para uma crise tônico-clônica, popularmente chamada de convulsão, os pacientes podem apresentar queda, movimentos involuntários intensos, perda de consciência, mordida da língua, salivação e perda urinária.

Garantir a segurança de quem está em convulsão é fundamental. Para orientar a população, a Liga Brasileira de Epilepsia criou o protocolo CALMA, um acrônimo que reúne os principais passos de como agir nesse cenário:

C - Conservar a calma
A - Afastar objetos que possam machucar
L - Lateralizar a cabeça, colocando a pessoa de lado
M - Marcar o tempo da crise
A - Acionar ajuda médica, se necessário

Nesses momentos, Figueira explica ainda que é fundamental não restringir os movimentos do paciente, pois isso pode provocar lesões e machucados.

Também é recomendado manter a pessoa de lado para evitar engasgos. "É importante não oferecer água nem medicamentos durante a crise, a menos que haja orientação médica", explica.

Vale destacar que nem toda crise epiléptica ou convulsão representa um diagnóstico de epilepsia. Por isso, se for a primeira vez que a pessoa apresentar esses sinais, a recomendação é acionar o atendimento médico, como o Samu. A orientação também vale se a crise durar mais de dois minutos, pois as chances de cessar espontaneamente são menores.

Após o episódio, é comum que o paciente recupere a consciência dentro de 10 a 15 minutos.

Como agir se o indivíduo já tem diagnóstico de epilepsia

Nessa circunstância, a conduta pode ser diferente e nem sempre é necessário acionar a ajuda médica durante a convulsão. Inclusive, muitas vezes as pessoas com epilepsia reconhecem os sinais iniciais da crise, de acordo com o neurologista Ricardo Alvim, coordenador da Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador.

Além do protocolo CALMA, é recomendado que um familiar ou uma pessoa próxima registre a crise em vídeo, especialmente se o paciente ainda estiver em investigação clínica, pois as imagens podem auxiliar o médico no acompanhamento do quadro.

Como os sintomas variam conforme a região do cérebro afetada, Alvim explica que os primeiros sinais podem incluir alterações de cheiro ou sensações como déjà-vu.

"Em situações como essa, é importante que quem convive com o paciente se antecipe e prepare o ambiente para evitar acidentes", explica. Ele pede atenção redobrada quando a pessoa estiver dirigindo, andando na rua ou perto do fogão.

Gatilhos para crises convulsivas

Algumas condições podem aumentar o risco de crises convulsivas, como alterações metabólicas, abuso de álcool e drogas. Traumatismo cranioencefálico também pode provocar crises.

Os gatilhos mais comuns para as crises costumam ser privação de sono, estresse intenso, infecções e estímulos luminosos, mas fatores como desidratação e jejum prolongado também podem atuar como fatores desencadeantes para crises.

(Com Agência Estado)

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