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Brasil Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 09:17 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 09h:17 - A | A

RISCO DE FUGA

Após ter a prisão decretada por injúria racial, argentina diz estar ‘morrendo de medo’

Advogada afirma que tem direitos violados e diz estar desesperada após decisão que determinou prisão preventiva por risco de fuga.

G1

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez afirmou estar “morrendo de medo” após a Justiça decretar sua prisão preventiva por injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A declaração foi feita em um vídeo divulgado por ela nas redes sociais.

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, disse Agostina, que também virou ré no processo. Ela pediu para não ser usada “como exemplo” e afirmou precisar de ajuda.

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações de que ela tinha sido presa ou se entregado às autoridades.

‘Direitos violados’
Agostina também afirmou que seus direitos estão sendo violados e que teme ser ainda mais prejudicada ao se manifestar publicamente. “Tenho medo de ser prejudicada ao fazer este vídeo, de que meus direitos sejam ainda mais violados”, declarou.

Tenho medo de ser prejudicada ao fazer este vídeo

A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo a decisão, o pedido se baseia no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.

O caso aconteceu no dia 14 de janeiro. Segundo a denúncia do MPRJ, Agostina se referiu a um funcionário do bar como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal. Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m…” e “monos”.

Um vídeo com os gestos viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil. Agostina nega as acusações. Segundo ela, o ato seria uma “brincadeira” direcionada às suas amigas.

No vídeo, a argentina afirmou que não pode falar sobre o caso. “Sobre os fatos, não posso falar; só espero que tudo se esclareça e se resolva como deve ser”, disse.

Agostina, no entanto, postou um story afirmando que há outros vídeos do ocorrido. “Espero que sejam levados em consideração”, declarou. “Estelionato, fraudes, assédio, perseguição”, emendou, sem entrar em detalhes.

A Justiça havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo Agostina, ela está à disposição das autoridades. “Recebi uma notificação de que há um mandado de prisão preventiva contra mim por risco de fuga, sendo que estou com tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça”, afirmou.

O advogado da argentina, Sebastian Robles, disse ao g1 que ela cumprirá todas as medidas determinadas pela Justiça. “É claro que ela cumprirá todas as medidas determinadas pelo sistema judiciário, como vem fazendo desde o início”, afirmou.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/02/06/video-argentina-re-por-injuria-racial.ghtml 

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