De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ), Agostina "estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor".
Em um vídeo publicado no Instagram, Agostina diz que recebeu a notificação da ordem de prisão preventiva por perigo de fuga e que tem medo de que o vídeo possa prejudicá-la e os seus direitos violados. Ela se diz "morta de medo" e "desesperada".
"Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia", afirmou.
Durante as investigações, a Justiça do Rio determinou a apreensão do passaporte da turista e a necessidade de uso de tornozeleira eletrônica.
A Promotoria do MP-RJ pediu que a medida fosse convertida em prisão preventiva por "desprezo pelas normas legais e sociais, bem como baixa aderência a comandos de contenção".
"Embora tenham sido impostas medidas cautelares diversas da prisão, inclusive o monitoramento eletrônico, tais providências não se mostram suficientes para neutralizar o perigo processual existente", diz o MP-RJ.
A argentina foi filmada imitando gestos de macaco para um atendente do Barzin Ipanema, na Rua Vinícius de Moraes. Ao deixar o estabelecimento, a turista voltou a fazer gestos considerados racistas contra três funcionários do bar, segundo a denúncia.
(Com Agência Estado)
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