Segundo o boletim de ocorrência, o irmão da vítima recebeu uma ligação da mãe de Romeiro afirmando que o filho havia chegado em casa ensanguentado. Após o aviso, ele foi até o apartamento da irmã, ouviu o sobrinho chorando sem parar e arrombou a porta que estava trancada. Ao Estadão, a defesa disse que ainda analisa o caso e irá se manifestar depois.
No local, ele encontrou a irmã caída com ferimentos de faca. A morte foi constatada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A perícia encontrou três facas ao lado do corpo.
Após o crime, Romeiro ligou para uma prima afirmando que "havia feito uma besteira" e "matado a ex-companheira enforcada no apartamento". O boletim de ocorrência informa que a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao atendimento médico do agressor, que apresentava ferimentos graves no pescoço e no tórax. No local, testemunhas relataram que ele havia confessado o crime.
"Briguei com Gassi e matei ela", contou Romeiro às primas. Segundo o depoimento do policial que atendeu a ocorrência, os familiares se desesperaram e perguntaram pelo bebê. Romeiro então contou que havia feito o filho dormir e deixado no apartamento com o corpo.
O Ministério Público do Paraná pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva alegando que a "gravidade concreta do crime transborda os limites da barbárie ordinária".
"De acordo com o apurado restou preliminarmente identificado que o autuado, por não aceitar o término do relacionamento com sua ex-companheira invadiu o apartamento desta e a executou covardemente", disse o MP em parecer. "Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva", acrescentou.
O Tribunal de Justiça do Paraná acatou o pedido e convertei a prisão e Romeiro.
Vítima foi atingida por ao menos dez golpes
O apartamento onde a médica foi encontrada morta apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.
Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele classificou o local como "um cenário de terror" e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.
O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá.
Médica maravilhosa
Em nota de pesar, a prefeitura afirmou que ela dedicou seu conhecimento, a experiência e o compromisso profissional ao cuidado com a população.
Nos comentários, pessoas que tiveram contato com Gassi durante sua atuação profissional demonstraram solidariedade e prestaram homenagens. "Doutora sempre atenciosa", escreveu uma pessoa. "Uma médica e pessoa maravilhosa", comentou outra.
(Com Agência Estado)
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