"A responsabilidade é integral do governador Jorginho Mello. O partido não tem diretório em Santa Catarina, as decisões são monocráticas do governador", afirmou Amin durante sabatina do site Metrópoles. "Não tenho nenhuma mágoa do governador. Hoje eu integro uma outra chapa, de um candidato competente, que é o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues, do PSD", acrescentou.
A configuração cria uma possibilidade de voto cruzado no campo da direita catarinense. Para presidente, Amin mantém o apoio a Flávio Bolsonaro (PL), mesmo disputando o Senado contra Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, candidatos apoiados pelo presidenciável.
A composição da direita catarinense mudou após a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa no Estado. Então vereador do Rio de Janeiro, Carlos transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina em dezembro de 2025 para concorrer ao Senado. A chegada de Carlos encontrou resistência de uma ala do PL catarinense e de representantes do setor empresarial. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) chegou a defender que o Estado não precisava "importar políticos".
Com Carlos na disputa, Jorginho optou por apoiar uma chapa formada pelos dois candidatos do PL ao Senado, Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carol De Toni, deixando Amin, até então aliado do governador, sem espaço na composição.
Amin lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina, segundo pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto. Considerando a soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vagas, o senador registra 19%, seguido por Carlos Bolsonaro, com 16%, e Carol De Toni, com 12%.
(Com Agência Estado)
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