Advogados do grupo Prerrogativas acionaram a Polícia Federal (PF) para investigar uma possível articulação entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A representação, apresentada na quinta-feira (8), pede apuração sobre a circulação de um suposto depoimento do banqueiro que poderia influenciar o segundo turno da eleição, marcado para 25 de outubro. As informações são da revista Carta Capital.
Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida afirmam ter recebido informações de que uma gravação atribuída a Vorcaro teria sido entregue a terceiros, fora dos canais formais de colaboração com a Justiça. O material conteria acusações contra o presidente e candidato a reeleição Lula (PT), adversários políticos de Flávio e integrantes do governo federal.
Segundo Carvalho, o grupo recebeu relatos de que Vorcaro teria a promessa de benefícios judiciais caso o senador vença a eleição. Entre as supostas contrapartidas estariam a libertação do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, e a saída de Daniel da prisão em 2027, sob monitoramento eletrônico e em regime domiciliar.
“Se o Flávio ganhar, o Vorcaro vai ser solto. Esse é o acordo”, declarou o advogado.
Os autores da representação, porém, afirmam não ter acesso à gravação e pedem que a PF verifique a existência do material, sua origem, seu conteúdo e a eventual ligação de seus responsáveis com a campanha do senador. Eles também levantam a hipótese de que as acusações tenham sido concebidas para produzir efeitos políticos antes de serem verificadas.
A iniciativa ocorre em meio às investigações sobre a negociação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, e admitiu publicamente ter pedido os recursos.
A Polícia Federal investiga os repasses, com autorização concedida em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federa (STF). Para os advogados, a relação financeira justifica apurar uma possível coordenação entre o banqueiro, seus interlocutores e pessoas ligadas à campanha.
Vorcaro teve duas propostas de delação premiada rejeitadas em junho. Em setembro, voltou a prestar depoimento e manifestou interesse em colaborar com as autoridades, mas ainda não havia acordo firmado.
A representação foi apresentada no mesmo dia em que a revista Veja publicou reportagem sobre supostos pagamentos relacionados ao documentário Lula, do cineasta Oliver Stone, lançado em 2024. Segundo a publicação, Vorcaro teria relatado repasses ao Instituto Lula e recursos destinados à produção do filme. A revista afirma que as informações chegaram à Procuradoria-Geral da República, mas o caso não avançou por falta de provas.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










