Ao todo, o documento assinado pelo presidente da instituição, Janguiê Diniz, lista dez propostas, que visam a criação de mecanismos públicos e privados de financiamento estudantil. A entidade pede também a colocação de regras regulatórias mais claras, previsíveis e estáveis, com decisões baseadas em evidências, avaliação de impacto, digitalização e prazos efetivos para a administração pública.
Há, ainda, na agenda da instituição que reúne 80% das mantenedoras de universidades a demandas que contemplam o impacto da inteligência artificial e das novas tecnologias, a valorização de diferentes formas de oferta educacional, maior participação das instituições particulares nas políticas de pesquisa, ciência e inovação e uma formação mais conectada às transformações do mundo do trabalho, com currículos flexíveis, empreendedorismo, extensão e aproximação com empresas.
Outro ponto destacado é a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre governo, mantenedoras, estudantes, professores e entidades representativas desde a formulação das políticas públicas. A Carta também defende liberdade acadêmica, pluralidade e respeito à autonomia das instituições.
Veja, a seguir, os 10 tópicos elencados pela ABMES:
1. Educação superior como política de Estado;
2. Novo financiamento para o acesso à educação superior;
3. Segurança jurídica e modernização da regulação;
4. Avaliação para induzir qualidade, e não apenas punir;
5. Inovação, tecnologia e inteligência artificial;
6. Educação presencial e digital sem falsas dicotomias;
7. Pesquisa, ciência, pós-graduação e inovação para todos;
8. Formação conectada ao trabalho e ao desenvolvimento do país;
9. Respeito à liberdade acadêmica, à pluralidade e à autonomia;
10. Construção das políticas públicas com participação do setor particular.
(Com Agência Estado)
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