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Para a psicologia cada pessoa tem a sua própria identidade, que é diferente de todos os outros seres humanos. Por isso dizemos que cada pessoa é única, com características próprias que a distinguem de todas as outras pessoas. Podemos também afirmar que o conceito de identidade está fundamentalmente relacionado com a história de vida de cada pessoa, com as características da sua personalidade, os seus sonhos e etc. Podemos fazer este mesmo paralelo a países, nações, cidades ou grupo de pessoas. E isso se aplica ao Brasil de hoje e dos próximos anos, sobremaneira ao Brasil das próximas eleições.
A prova destes elementos são os movimentos de rua do mês de junho passado. Sem uma liderança definida, sem um grito de comando apenas um gemido de tantas dores, de tantas bandeiras sem bandeira. Se hoje não temos políticos melhores é porque também não temos um povo melhor, um eleitor melhor, um cidadão melhor. O pleito eletivo é a representação daquilo que temos de melhor para aquele dado momento, por isso muitos que estavam nas ruas protestavam contra coisas que os próprios praticam em seu dia a dia. Até porque corrupção parece ser “apenas o que os outros fazem” e não o que fazemos. Prova disto é que muitas escolas pelo Brasil afora registraram aula normalmente e abonaram as faltas dos alunos que estavam nas passeatas protestando contra a desonestidade e a corrupção.
Os nossos políticos-referência não são mais referências, e isso é fato. Só que não temos outros para o momento. Por isso constantemente tentam elevar ao posto de representante da nação qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso para aquele dado momento, sem mesmo ver o histórico completo, ou sua competência. Prova disto é a popularidade do ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, ou mesmo da ambientalista Marina da Silva. Um líder não se faz de um retrato, de um momento inusitado. Um líder é a concretização de um modo de ser somado a um jeito de convencer. E esta pessoa no momento não existe no Brasil.
A presidenta Dilma já não representa a sociedade, se é que algum dia representou. José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, dentre outros tucanos há muito foram destronados e não representam mais futuro algum, apenas passado com um sabor bem amargo. O ex-presidente Lula é do mais folgaz retrocesso, pois representa o populismo barato e desmedido das bravatas e das verdades inventadas em discursos ilusórios do “nunca antes na história deste país”. Do nordeste unido temos o trauma dos tempos dos caçadores de marajás, quando o verdadeiro caçado foi o povo. Eduardo Campos, quem sabe? Ciro Gomes já passou da hora. Então quem? No sul? Nem caudilhos mais encontramos.
Um pastor? Um bispo? Um padre? Um empresário? Um juiz? Um jornalista? Um professor? Um homem de que lugar? Que pensa o que? Mas não é isso. Não é e não pode ser um “salvador da pátria”. Precisamos é de cidadãos melhores, bem intencionados, que privilegiem o conhecimento e não a esperteza. Que lutem por um mundo melhor e não apenas por uma vida melhor. Que saiba viver e pensar este grande condomínio chamado cidade. Porque pessoas melhores fazem escolhas melhores.
O mais importante é definirmos o que queremos para depois encontramos as pessoas para realizarem as obras desejadas. Mas o que desejamos afinal? Que Brasil queremos? Será que sabemos? Ou apenas pensamos num mundo exclusivo para nós mesmos vivermos? E o Brasil para todos? Como fica? Onde fica? O Brasil para todas as classes, para todas as pessoas, o país do futebol, do carnaval e das praias está crescendo e enchendo de gente que precisa de algo mais que casa própria, cesta básica, médicos, segurança, educação. Somos um país que precisamos também de uma esperança reinventada.
O Brasil em crise de identidade precisa de uma nova identidade para encontrar caminhos; seu próprio caminho. Encontrar a normalidade mesmo que anormal nas conflituosas e turbulentas estradas da democracia regimentada. Precisamos de algo mais que governos honestos; precisamos de gente, de pessoas honestas não só na politica, mas em todas as áreas, nas ruas das cidades, na vida, nas nossas vidas.
* JOÃO EDISOM DE SOUZA é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNotícias.
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