Artigos Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 12:12 - A | A

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, 12h:12 - A | A

Calúnia

É sempre agradável para um articulista independente elogiar o tão mal conceituado serviço público, especialmente a nossa Justiça. Existem pessoas que querem desconstruir as nossas instituições. Eu quero parabenizar a briosa classe dos oficiais de Justiça

GABRIEL NOVIS

Steffano Scarabottolo

Ouço dizer que o trabalho do oficial de Justiça é perigoso, e em alguns casos, de difícil execução – muitas vezes, corre até risco de vida.

Não raro, o funcionário público da Justiça passa meses, e até anos, para entregar um Mandado de Intimação para Audiência de Instrução e Julgamento para um réu ou testemunha.

Esses crimes de grande repercussão na mídia envolvendo celebridades, a maior dificuldade que existe é localizar o acusado, que na maioria das vezes continua na sua cidade, frequentando os mesmos lugares de sempre. A mídia reclama, em nome da sociedade, mas esses estranhos personagens se parecem com aqueles aviões invisíveis que foram prometidos para vigiar as nossas fronteiras durante a última campanha presidencial.

Nunca um mato-grossense teve notícia que esses aviões prometidos, e na época disseram que até já estavam pagos, estivessem protegendo as nossas fronteiras no combate ao comércio da troca de automóveis pelo pó branco.

Acompanho uma bobagem que rola na Justiça. Um amigo, que é testemunha num processo, me mostrou o ofício em que era intimado a comparecer à audiência.

Fiquei pasmo com a velocidade do processo.

Conferindo as datas, a velocidade da nossa Justiça parece coisa do primeiro mundo.

O oficial de Justiça recebeu o documento para cientificar esse meu amigo em uma sexta-feira.

Segunda-feira, logo após as sete horas, o funcionário público já estava na casa da testemunha para colher a sua assinatura. Meu amigo assinou e foi informado que a audiência estava marcada para a próxima semana - acho que lá pelo feriado do meio da semana.

Falar que o trabalho do oficial da Justiça é moroso, considero uma calúnia. Se alguém, daqui para frente, me falar que é difícil e lento o trabalho do oficial da Justiça, estará comprando uma briga comigo.

É sempre agradável para um articulista independente elogiar o tão mal conceituado serviço público, especialmente a nossa Justiça. Existem pessoas que querem desconstruir as nossas instituições.

Quero parabenizar a briosa classe dos oficiais de Justiça pela presteza dos seus serviços. Sou testemunha desse fato, que me encheu de orgulho e satisfação.

O resto é calúnia.

(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médico, professor universitário fundador da UFMT e colaborador de HiperNoticias. E-mail: borbon@terra.com.br

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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