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Artigos Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2013, 16:21 - A | A

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Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2013, 16h:21 - A | A

Batismo de fogo

Mauro começa seu governo com forte apoio popular, já que venceu bem uma dura eleição no 2º turno. Mas, vai precisar também de apoio político. E isso é mais difícil que conquistar votos. Foi difícil, mas, enfim, Mauro está batizado. Tomara que dê certo!

KLEBER LIMA
[email protected]

Mayke Toscano/HiperNotícias


O debute de Mauro Mendes como prefeito é rico em ensinamentos. A ele e a nós outros, que assistimos tudo de posição privilegiada – como imprensa.

Primeiro, a forma errônea como se imiscuiu na eleição da mesa diretora. Prefeito nunca ganha quando se mete de forma deliberada na eleição do legislativo. Nem quando ganha. Imagina então quando perde – e quando perde para seu próprio grupo!

Nunca é demais lembrar-se que José Riva iniciou sua carreira de sucesso na política numa situação semelhante: era da base de Dante de Oliveira, em 1995, mas, buscou a aliança com o finado Jorge Abreu e, juntos, deram os dois votos que faltavam para a oposição ganhar a mesa da Assembleia. Desde então, nunca mais deixou a mesa! Em certo sentido, fez a mesma coisa em benefício de seu genro, cooptando dois votos na base do prefeito para eleger uma mesa de oposição.

Embora tenha surgido um debate sobre traição na base do próprio prefeito, Mauro Mendes não deve reproduzir esse discurso, sob pena de errar de novo. Para ele, basta que tenha um representante do poder para tratar institucionalmente os interesses da prefeitura. Agora, vai precisar contabilizar votos a favor dos projetos que enviar, esquecendo-se da eleição da mesa, que, a rigor, não era assunto seu, mas dos vereadores.

Do assunto do ex-futuro vice-prefeito já tratei, mas nunca é demais lembrar que em política nada do que parece de fato o é. Mas, também deve ser um assunto a ser deixado no passado, porque nem como deputado João Malheiros tem importância relevante, e Mauro pode conseguir muito mais benefício político se procurar Emanuel Pinheiro e Mauro Savi, por exemplo, quando precisar da Assembleia Legislativa.

Já o secretariado de Mauro Mendes chama a atenção pela falta de critério universal. Não é essencialmente novo – palavra que o próprio Mauro gostava de empregar em todas as eleições que disputou, porque muitos dos nomes são velhos quadros da política cuiabana. A exemplo de Guilherme Muller, Marcelo Oliveira (note que me referi a “quadros”, que em linguagem política significam aqueles membros mais preparados para a função político-partidária-administrativa). Mas, são quadros antigos, como o é o velho Bolanger de guerra, velho peemedebista cooptado na Faculdade de Economia da UFMT.

Não são necessariamente técnicos, porque há muitos escolhidos pelo critério político, com filiação e atuação partidária, e fora de suas áreas originais de atuação, a exemplo de Marcos Fabrício e Suelme Evangelista.

Não são também necessariamente indicações partidárias, casos de Francisco Serafim, José Rodrigues, Adriana Barbosa e Lamartine Godoy, indicados por pessoas, não por partidos.

Não é o secretariado de Mauro Mendes que está errado, era seu discurso de candidato que não correspondia à realidade política. Na prática, a teoria é outra, como se costuma dizer. E Mauro Mendes foi batizado com óleo quente, tomando um banho de realidade política. Precisará aprender rápido que administrar é muito mais difícil que ganhar a eleição – e olha que teve que disputar quatro vezes para eleger-se pela primeira vez.

Conquanto, se se permitir aprender com quem tem mais experiência e está no seu grupo, assimilará rápido esse jogo de poder. Seria prudente tentar fazer as pazes com José Riva o quanto antes. E também com os vereadores de seu partido. Mauro começa seu governo com um forte apoio popular, já que venceu bem uma dura eleição no segundo turno. Mas, vai precisar também de apoio político. E isso é mais difícil que conquistar votos. Foi difícil, mas, enfim, Mauro está batizado. Tomara que dê certo, é o que todos esperamos!

(*) KLEBER LIMA é jornalista e Diretor Geral de HiperNoticias. E-mail: [email protected]

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Reginaldo Gomes 03/01/2013

Belissima analise,parabéns!

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Antonio P. Pacheco 03/01/2013

Um dado complementar à excelente análise do Kleber Lima: ainda que a Câmara seja importante na estrutura do Poder Público Municipal, enquanto elo de ligação entre o povo e o Executivo e como agente fiscalizador deste último - papel que não exerce na maioria absoluta do tempo, registre-se - ela não é essencial para o dia a dia do Executivo. Partindo desse dado, Mauro Mendes pode ter perdido um round no ringue político, mas não a luta para fazer a máquina administrativa andar, que é o que a população de Cuiabá espera dele: pulso firme no volante, pé em baixo no acelerador, habilidade nas curvas, e empuxo total nas subidas e eventuais atoleiros. Se ele conduzir a prefeitura com competência no dia a dia, a Câmara Municipal - leia-se os vereadores - é que terão que correr para se manterem ao menos emparelhados com ele, ou então, ficarão para trás, aliás, como já estão, no conceito de "utilidade" da população cuiabana.

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2 comentários

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