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Artigos Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013, 10:32 - A | A

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Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013, 10h:32 - A | A

As maldades dos banqueiros e dos bancos no Brasil

Não plantam uma semente, não colhem comida, não produzem, não ensinam, mas recolhem dinheiro e desgraça ao mesmo tempo

JOÃO EDISOM


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O mal existe e ele está em pessoas, locais e instituições e estes nunca se apresentam como tal. Ao contrário, ele vem com a desculpa de te ajudar, te salvar, mas depois te leva à ruína, acaba com sua alegria, com sua felicidade e com sua vida. No Brasil a instituição mais representativa das desgraças humanas está concentrada nos bancos. Isso mesmo, nas instituições financeiras que não estão levando apenas pessoas ao inferno de suas vidas como hoje tentam levar o próprio país.


Há uma concentração de egoísmo, ambição e maldade revestida nas pessoas e nas instituições financeiras travestidas de solidariedade, de alegrias, realizações e de bem estar. Não plantam uma semente, não colhem comida, não produzem, não ensinam, mas recolhem dinheiro e desgraça ao mesmo tempo. São inúmeras e incansáveis as pessoas que se perdem na vida em função do mal existente nestas casas promotoras da desgraça alheia. E o Estado assiste a tudo e não faz nada, pois seus dirigentes são parceiros ou devedores.

As primeiras vitimam são seus próprios funcionários. São espoliados, treinados, motivados e arrancados de seus lares para receberem verdadeiras lavagens cerebrais de como se dar bem, de como serem felizes, de como vender dinheiro e de como hipnotizar os clientes pelo crédito fácil. Estes pobres perdem a dignidade e a alma. As técnicas vão da facilitação a destruição do seu próprio ser, das suas próprias famílias, de sua honra, embora a propaganda seja em nome de tal. Sutis facilitadores das orgias da dignidade. O preço é a solidão, o desespero, a depressão e mesmo assim vivem em constantes ameaças de desemprego. Os que sobrevivem quando se aposentam estão tão perdidos que a vida não vale mais para nada, não viram os filhos crescer, não viram a vida passar, tudo se foi. Só resta o arrependimento, a culpa e as doenças mentais e/ou físicas. Os que não servirem são descartados como papel de embrulho nos lixos da vida, pois não aprenderam nada, não sabem nada sobre o mundo aqui fora.

Os “clientes” movidos pelas suas necessidades também são seduzidos pelo crédito fácil, pela imposição do consumo, pela motivação daquele funcionário treinado e especialista em vender a fantasia de uma vida melhor, de dias melhores, apesar de muito em breve este sonho virar ansiedade, angústia e desespero. Prova disto é que as pessoas estão endividadas, mas foram motivadas para isso. Aí vêm as cobranças sempre desonestas, impositivas, amedrontadoras e na maioria das vezes abusivas. Mas eles gostam disso e então, além dos juros exorbitantes, recebem multa e mais juros por atrasos. Mas o maior lucro é levar pessoas ao sofrimento, a derrocada e ao desespero.

Caro leitor, não estou louco. Você já viu banco procurar alguém que está mal, que está precisando de dinheiro? Ao contrário, nega o crédito. Gostam de quem está bem, de quem economizou, de quem tem patrimônio, de quem tem esperança. São estas as suas vítimas. Enquanto você e a sociedade em geral padece por falta de saúde, educação, segurança, saneamento e tudo quanto é tipo de necessidades, além dos péssimos político que temos, piores que eles são os bancos que acabam com a vida das pessoas e nadam em lucros. Vejam os números só do primeiro semestre de 2013 de alguns bancos neste país:

Segundo levantamento da revista britânica The Banker, o Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista, é o 13º quando o assunto é cobrança de juros. O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado.

O Banco do Brasil, 36º do mundo em tamanho, é o 14º em cobrança de juros, com US$ 23,73 bilhões. O Bradesco é o 16º nesse quesito (com US$ 21,247 bilhões no ano passado), mas apenas o 42º em tamanho.

Juntos, Itaú, BB e Bradesco ganharam US$ 72 bilhões com juros em 2012. E só neste primeiro semestre de 2013 o lucro do Itaú foi de 7.055 bilhões, Bradesco 5.800 bilhões, Banco do Brasil mais de 5.200 bilhões, Santander 2.986 bilhões, fora as demais instituições financeiras que não cito aqui, estes valores somados, ao final do ano será maior que o PIB de mais da metade dos países do mundo.

E para parecerem bons. Fazem caridade, dão cursos profissionalizantes, promovem bibliotecas e até criam escolas, patrocinam times de futebol, seleções, campeonatos, fazem propagandas maravilhosas, põe criancinhas para sorrir, cantar, fazem corações, é um luxo! Tudo pela “família”.

Isso já ocorreu na Alemanha do final do século XIX e início do século XX. Os bancos concentraram a maior parte da riqueza do país, enquanto o povo ardeu em necessidades e entrou em desespero, descrença, ausência de fé e de valores. Ai bastou um tirano no poder para saquear e concentrar todo este dinheiro e levar a humanidade naquela que é a maior atrocidade coletiva já vista na terra. Verifique a história da Segunda Grande Guerra Mundial, cujo mesmo modelo está sendo desenvolvido aqui no Brasil.

Mas antes que um desavisado coloque a culpa nos endividados e sem planejamento, quero ressaltar que nos países onde há mais seriedade e controle, estas badernas com dinheiro alheio e os lucros abusivos são taxadas pelo Estado. E ao invés do pobre trabalhador pagar tanto imposto como aqui, primeiro as grandes fortunas e principalmente as desonestas é que bancam o estado. O dinheiro é tirado daqueles que ganham sem plantar e sem colher. Agora responda leitor, o centro principal do mal está ou não nos bancos? E não se enganem, pois fazem isso pelo lucro sim, mas principalmente porque fazem parte da corrente dos que são maus, vivem do alimento da dor gerada nas pessoas.


* JOÃO EDISOM DE SOUZA é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNotícias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Carlos Nunes 08/08/2013

Prá começar o governo ferrou o povo quando "diminuiu os rendimentos da poupança"; hoje anualmente fica em menos de 6% ao ano; enquanto os juros bancários são 6% ao mês. Um nova geração de poupadores ficou prejudicada. Outro detalhe é que os dois bancos oficiais Banco do Brasil e Caixa Econômica, deveriam dar o exemplo - a qualidade de atendimento nessas duas Instituição é péssima; deveria ser de alta qualidade. Finalmente o governo deveria pagar bem todos os funcionários para que os outros bancos se espelhassem neles. Já conversei com alguns gerentes da Caixa, e eles revelaram que tem metas mensais, que tem que cumprir; fazem um terrorismo psicológico para que eles cumpram e até superem essas metas; muitos gerentes não aguentam essa pressão e são depressivos e apresentam problemas psicológicos. Além do fato de que a Segurança nas Agência deixa a desejar; constantemente os canais de TV mostram assaltos e até assassinatos, principalmente de clientes; isso em todo país. Como os bancos particulares não tem o exemplo; deitam e rolam - o bom exemplo sempre tem que vir de cima.

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