Na correria dos tempos modernos acabamos nos esquecendo de que somos humanos. Como resultado disso, nos igualamos às máquinas patroladoras ou simplesmente seres: vivemos numa competição constante e ferrenha com o outro
Percebo que, a cada dia, o afeto tem se tornado raro. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, ele também se torna extremamente importante para o bom relacionamento interpessoal, bem como para a saúde mental.
No cerne do afeto encontramos admiração, carinho, amizade, simpatia, ternura, dedicação e atenção. Se estes sinônimos forem usados no dia a dia, se tornam ferramentas poderosíssimas nas relações. O problema ocorre justamente em razão de não serem utilizados por nós com frequência. Você já percebeu como é fácil desarmar alguém raivoso com um simples sorriso franco ou uma palavra afetuosa? Faça um teste!
Infelizmente, as ferramentas mais utilizadas e comuns na atualidade têm sido a violência, a agressividade, a intolerância, o desrespeito e o desamor.
Vivenciamos uma era onde desconfiamos de tudo e de todos. No nosso entendimento, um elogio ou um abraço (que poderiam estabelecer um elo saudável entre as pessoas) quase sempre são carregados de segundas intenções, na maior parte das vezes, a busca por vantagens. Logo, nos armamos e nos tornamos mais sozinhos, frios e insensíveis.
Todavia, é preciso provocar a sensibilidade adormecida que habita em nosso interior. Pois ao nosso lado sempre terá uma pessoa que necessita apenas de uma palavra sincera ou de um gesto carinhoso.
O mundo se encontra carente de afeto. As doenças da alma têm aumentado consideravelmente, o suicídio é uma realidade cruel, a solidão tem assolado muitas pessoas mesmo em meio a multidões. O mundo pede socorro por um gesto de carinho.
A falta da afetividade é uma rota para a depressão. Certamente, nesse exato momento pode ter alguém ao seu lado caminhando para esse destino. Pode ser até mesmo você, que nem percebeu ainda o seu declínio emocional em função do ativismo em que está vivendo. Impeça isso, procure ajuda de pessoas confiáveis ou profissionais da área.
Não podemos nos conformar em apenas estarmos vivos, temos que ir além: conviver! Nem eu e nem você nos bastamos na escuridão. É preciso ser luz.
Contribua para um mundo melhor: comece a ver além dos olhos físicos das pessoas, afete o outro com o que você tem de melhor para que a paz seja disseminada. Pratique hoje, faça algo afetuoso a quem está do seu lado.
Este artigo, de minha autoria, foi publicado no ano de 2012, neste tempo não havia ainda as telas digitais e já enfrentávamos a ausência do afeto. Hoje, onze anos depois, nos vemos agravados das distâncias e desafetos, e um texto passado se torna mais atual que nunca à reflexão: é preciso mudar as rotas. Está feito o convite.
Um abraço afetuoso a todos!
(*) LEILA MARES é Especialista em Gestão de Pessoas e Mestra em Educação.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
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