O Brasil ocupa posição de destaque no cenário global da produção de biocombustíveis e se consolida como uma das maiores referências mundiais em energia renovável. Esse protagonismo é resultado direto da força do agronegócio, especialmente da produção de soja e milho, matérias-primas essenciais para a fabricação de biodiesel e etanol. Nesse contexto, Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, tem papel estratégico na consolidação dessa liderança.
Ao longo das últimas décadas, o país deixou de ser importador de alimentos e commodities agrícolas para se tornar o principal fornecedor mundial. Segundo o vice-coordenador da comissão de sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, esse avanço é fruto de investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia e infraestrutura.
“O Brasil saiu de um país importador de commodities agrícolas, como soja e milho, para se tornar o principal exportador a nível mundial. Hoje, produz alimentos para mais de um bilhão de pessoas e, no cenário dos biocombustíveis, não é diferente, já que as principais fontes são justamente essas commodities agrícolas”, destaca.
Dentro desse cenário nacional, Mato Grosso se consolida como um dos grandes motores da produção de biocombustíveis. Líder na produção de soja e milho, o estado tem ampliado sua capacidade industrial com a instalação de novas usinas, especialmente de etanol de milho, fortalecendo a cadeia produtiva e agregando valor à produção rural.
“O Mato Grosso se torna o principal estado produtor dessas commodities e, nos últimos 10 a 15 anos, vem se consolidando com a instalação de indústrias de biocombustíveis, principalmente de etanol de milho. Isso gera inovação, valor agregado, desenvolvimento social e fortalece a sustentabilidade energética”, explica Belusso.
A presença das usinas no interior do estado tem impacto direto na economia regional. Para o produtor rural e associado do núcleo de Sinop, Célio Riffel, a expansão das usinas de etanol de milho representa um divisor de águas para o desenvolvimento local.
“A chegada dessas usinas foi uma grande evolução para a cadeia do milho. Elas agregam valor ao produto, geram milhares de empregos diretos e indiretos e contribuem significativamente com a arrecadação de impostos municipais e estaduais. Foi uma das melhores coisas que aconteceram para a região”, afirma.
Além do aspecto econômico, os biocombustíveis desempenham papel fundamental na construção de uma matriz energética mais limpa e sustentável. Produzidos a partir de fontes renováveis, como milho e soja, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e diminuem a dependência de combustíveis fósseis.
Belusso ressalta que o Brasil se diferencia mundialmente por conseguir conciliar alta produção com preservação ambiental. “O país utiliza cerca de 13% do seu território para produção agrícola, com alto nível de tecnificação e um clima privilegiado, que permite até três safras por ano. Esse potencial, aliado à preservação ambiental, é um dos grandes diferenciais do Brasil no cenário dos biocombustíveis”, pontua.
Célio também destaca a importância da produção local do etanol, tanto do ponto de vista ambiental quanto logístico. “É um combustível renovável, limpo, produzido na própria região onde é consumido. Isso evita deslocamentos de dois mil quilômetros em caminhões, reduz custos e emissões. Hoje, inclusive, já existem motores agrícolas e caminhões com tecnologia para usar o etanol produzido aqui”, reforça.
A aproximação entre o produtor rural e a indústria de biocombustíveis tem se mostrado um diferencial estratégico para o fortalecimento do setor. Em Sinop, o produtor e associado Tiago Stefanello, sócio de uma nova usina de etanol, destaca que essa integração permite uma visão mais completa dos riscos e desafios da atividade.
“Quanto mais próximo da industrialização o produtor estiver, melhor ele entende e mitiga os riscos da atividade. Esse entendimento mútuo faz com que o produtor aprimore seus procedimentos e conceitos, melhorando as métricas tanto na produção rural quanto na indústria”, explica.
Essa relação mais próxima entre campo e indústria impulsiona a profissionalização do setor, amplia a agregação de valor à matéria-prima e fortalece a economia regional, gerando emprego, renda e desenvolvimento social.
A cadeia dos biocombustíveis representa um avanço não apenas para o produtor ou para o estado, mas para o Brasil como um todo. A industrialização dos grãos amplia a distribuição de renda, fomenta o desenvolvimento social e posiciona o país como protagonista global na transição energética.
“Ao agregar valor à produção primária por meio da industrialização, geramos mais riqueza, conhecimento, educação e desenvolvimento social. Os benefícios alcançam Mato Grosso, o Brasil e o mercado global”, conclui Nathan Belusso.
Com uma base agrícola sólida, clima favorável, tecnologia avançada e compromisso com a sustentabilidade, o Brasil segue liderando a produção mundial de biocombustíveis, mostrando que é possível conciliar produção, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
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