O ator relembrou que o fato ocorreu à época em que estava no começo da adolescência e estudava no colégio Rio Branco. A ideia inicial era fazer a peça somente na sala de aula, mas posteriormente foi levada a outros locais, como o teatro da escola, uma igreja e o sítio de um dos amigos. "Todo mundo foi assistir, fez sucesso", disse.
"A Ceia dos Cardeais era o nome do espetáculo. Eram três cardeais. Eu tinha uns 13 ou 14 anos hoje tem 77, e fazia um personagem de 67", relembrou Antônio Fagundes a Marcos Mion. Ele ainda destacou que, após meia dúzia de apresentações, fundou o "Grupo Semáforo" para continuar fazendo teatro com outros jovens da escola.
O ator ainda comentou que apenas ele seguiu os passos da dramaturgia - um dos colegas se tornou economista e o outro neurologista. Mion, então, se dirigiu à plateia e mostrou Luiz Solon em meio ao público. "Meu Deus! Isso é uma surpresa, hein?!", sorriu Fagundes.
O ator abraçou o amigo de infância. Feliz com o reencontro, Solon comentou sobre a veia artística de Antônio: "Dava para perceber que ele trazia uma bagagem cultural e uma capacidade de expressão. Não foi por acaso que, mais tarde, foi orador da turma, várias vezes."
"Vou terminar com uma frase que escutei dele várias vezes, já no tempo de colégio. Uma famosa fala do Hamlet: "O estar pronto é tudo!", concluiu o amigo, antes de se despedir de Fagundes.
Posteriormente, o ator foi convidado a reler o trecho de um texto que apresentou quando tinha 17 anos de idade. Foi surpreendido, então, por Gabriella Rabello, atriz com quem dividia o palco àquela época.
(Com Agência Estado)
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