O candidato ao governo, senador Wellington Fagundes (PL), pregou "calma" diante da crise interna provocada pela resistência de prefeitos bolsonaristas à aliança com o MDB. Em meio à chamada "rebelião" de prefeitos que sinalizam apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington reiterou que vai apostar no diálogo para reunificar a legenda e destacou que a prioridade do grupo é a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.
"Eu tenho certeza que o PL vai estar unido, principalmente no projeto Flávio Bolsonaro. E aí vamos conquistar a todos. Tudo é com calma, tudo é com cautela", afirmou Wellington.
A aliança com o MDB foi chancelada pela nacional para fortalecer o palanque de Flávio. A coligação com o MDB implicou na composição de dobradinha ao Senado com a deputada estadual, Janaina Riva (MDB), que é rejeitada por ala do PL liderada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Wellington disse que é preciso ter "paciência" para diluir o impasse interno.
"O meu pai me ensinava que tem que ouvir e ter paciência, paciência para dialogar, conversar muito e buscar o melhor caminho. A nossa prioridade é Flávio Bolsonaro", declarou.
A tentativa de Wellington de amenizar o conflito ocorre após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, endurecer o discurso contra os prefeitos que resistem à candidatura do senador. Em mensagem que circulou nas redes sociais, Ananias afirmou que filiados com mandato que fizerem campanha contra Wellington ou contra o candidato ao Senado José Medeiros (PL) poderão ser convidados a deixar a legenda.
A declaração atingiu diretamente Abilio; o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira; de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia; e de Primavera do Leste, Sérgio Machnic. A tensão aumentou após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, determinar que filiados apoiem a candidatura própria ao governo. A orientação foi apresentada como "compromisso partidário".
Abilio, por sua vez, afirmou que seu compromisso com a direção nacional é pedir votos para José Medeiros. Machnic também nega mudar o posicionamento sobre Janaina e desafiou o diretório estadual a expulsá-lo, acentuando que estará no palanque de Pivetta.
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