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Política Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 11:34 - A | A

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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 11h:34 - A | A

RACHA NO PL

Abilio vê 'coerência' em restringir fundo partidário, mas critica ameaças de expulsão em MT

Prefeito de Cuiabá avaliou como coerente a restrição de recursos públicos a candidatos fora do projeto ao Governo de MT, embora tenha alertado que forçar apoios gera "efeito colateral" no eleitorado

BIANCA MORTELARO
Da redação

HNT

ABILIO BRUNINI

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) concordou com o posicionamento do presidente estadual do Partido Liberal Ananias Filho sobre a restrição do uso de recursos do fundo partidário por correligionários que não apoiarem o senador e candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL). Brunini destacou que considera coerente a decisão de limitar o acesso às verbas públicas para aqueles que não estiverem totalmente integrados às diretrizes da sigla.

“Se o partido entende que os candidatos que não estão dentro de um projeto político, não devem usar o mesmo fundo partidário. Eu acho que o candidato que estiver dentro ali, que não está 100% dentro do processo, não deve usar o mesmo fundo partidário. Eu acho que ele [Ananias] está dentro da coerência”, afirmou o gestor em entrevista nesta última sexta-feira (7).

LEIA MAIS: Ananias ameaça expulsar prefeitos que fizerem campanha contra Wellington e Medeiros

Abilio ressaltou que o dirigente respeita a opinião dos filiados, admitindo que ele próprio por vezes faz posicionamentos que geram conflitos, mas que Ananias tem conduzido a situação com ponderação.

“Ele respeita bastante a opinião dos filiados ao nosso partido, dos prefeitos, dos candidatos. Claro que às vezes alguma coisa que passa do ponto, eu mesmo, por exemplo, às vezes faço alguns posicionamentos que acabam partidariamente gerando alguns conflitos e gerando alguns problemas para o partido. Mas acredito que com muita ponderação e respeito ele tem conduzido muito bem”, ressaltou.

O prefeito citou ainda que líderes como o senador Wellington Fagundes e o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) fizeram declarações recentes de que o apoio não deve ser conquistado pela força, opinando que qualquer um que vá para a linha de ameaçar com expulsão pode sofrer um efeito colateral muito maior no sentido de perder apoio do que de ganhá-lo.

“O próprio senador Wellington, o próprio ex-governador Mauro Mendes, que são dois líderes políticos muito focados no seu projeto político, muitas das vezes eles têm se posicionado que não é pela força que vai conquistar o apoio dos seus filiados (...) Eu acho que qualquer um que vai para essa linha de tirar, se não me apoio eu vou te expulsar, se não me apoio eu vou te tirar. Eu acho que essa linha tem um efeito colateral muito maior no sentido de perder apoio do que no sentido de ganhar apoio”.

A postura do prefeito valida o endurecimento do discurso de Ananias Filho, que recentemente subiu o tom contra o que chamou de "rebelião" de prefeitos. O dirigente estadual esclareceu que, embora não obrigue ninguém a pedir votos para a coligação formada por PL, Novo e MDB, não aceitará que detentores de mandato atuem em favor de candidatos de fora desse arco de aliança.

Ananias chegou a declarar que quem quiser apoiar outro projeto deveria ter a dignidade de solicitar a desfiliação e, prioritariamente, devolver os recursos do Fundo Eleitoral do qual foi beneficiado.

O impasse no PL mato-grossense é motivado pela resistência de um grupo de lideranças, no qual se inclui o próprio Abilio e prefeitos como Cláudio Ferreira (Rondonópolis), em aceitar a composição com o MDB de Janaina Riva na chapa encabeçada por Wellington Fagundes.

Parte dessas lideranças tem sinalizado simpatia pelo projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), gerando um conflito direto com as determinações da presidência nacional da legenda, que exige exclusividade no apoio à candidatura própria ao governo estadual.

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