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Economia Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 12:00 - A | A

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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 12h:00 - A | A

Alckmin: em 60 dias de vigência do acordo Mercosul-UE, exportação para UE cresceu 4%

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 10, que há no mundo "um protecionismo escondido" por parte de alguns países com base em questões sanitárias. Alckmin não mencionou nenhum País, mas o Brasil enfrenta problemas com a União Europeia quanto à exportação de carne.

O bloco europeu suspendeu a autorização de importação de carnes bovina e de frango do Brasil a partir de 3 de setembro. O motivo dado pelos europeus é a falta de comprovação de novas normas sobre o controle de antimicrobianos na pecuária brasileira.

"A questão da vigilância sanitária é fundamental. Depois de 18 anos, foram revitalizados quase mil colaboradores para sermos rigorosos com a vigilância sanitária. O Brasil é hoje um país exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa, não precisa mais de vacinação. Influenza aviária também estamos livres, tivemos um caso controlado em 28 dias. E temos que avançar mais, porque há hoje um protecionismo escondido, sobre a questão sanitária", afirmou o vice-presidente na abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Apesar disso, Alckmin destacou o crescimento das exportações do Brasil para a União Europeia nos últimos dois meses, após o início da vigência provisória do acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul. Ressaltou o crescimento de quase 4% das exportações e disse que esse tipo de acordo "tem nos ajudado mesmo com as questões americanas para bater recorde de exportação".

O vice-presidente voltou a dizer que o Brasil terá "todo o empenho pela negociação" com os Estados Unidos e que "não vamos sair da mesa de negociação".

"Todo o empenho pela negociação. Não vamos sair da mesa de negociação. Vamos insistir e mostrar a injustiça", afirmou. "Não tem o menor sentido isso. Vamos trabalhar firmemente para corrigir essa distorção e voltar ao mercado americano. Hoje, afeta 15% das nossas exportações, está muito afetada a indústria."

(Com Agência Estado)

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