O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que o cenário eleitoral para 2026 já começa “viciado” devido à ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro na articulação política nacional. Principal liderança do PL e figura central na mobilização do eleitorado de direita, Bolsonaro está em prisão domiciliar por questões de saúde e, em tese, sem comunicação direta com o partido e seus pré-candidatos.
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A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), em Cuiabá, durante o II Encontro Mato-grossense de Municípios. Para Fagundes, a impossibilidade de Bolsonaro participar ativamente das decisões políticas compromete o equilíbrio do processo eleitoral, especialmente por se tratar de um dos nomes mais influentes do país.
“A reclamação que o presidente Bolsonaro fez no dia 7 foi que não é aceitável que, em ano de eleições, as eleições comecem viciadas. Porque o presidente do maior partido do Brasil, que é o PL, e o maior líder do Brasil, que é o presidente Bolsonaro, não podem conversar”, alegou Wellington.
Bolsonaro segue como peça-chave nas eleições, mesmo fora das urnas. Além de manter forte base eleitoral, seu apoio é considerado decisivo para impulsionar candidaturas, especialmente em estados fortemente ligados à direita, como é o caso de Mato Grosso. A ausência dessa articulação direta, segundo Fagundes, enfraquece o grupo político e interfere na disputa.
O senador também voltou a defender pautas caras ao bolsonarismo, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a revisão das penas aplicadas. Para ele, essas medidas são fundamentais para garantir justiça e restabelecer condições de igualdade no ambiente político.
“Isso não são eleições limpas, claras como tem que ser. Por isso nós estamos cobrando que tenha a anistia para todos aqueles injustiçados, que tenhamos a dosimetria”, finalizou o pré-candidato ao Governo do Estado.
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