Como mostrou o Estadão, Ramuth decidiu deixar o PSD após o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, romper com ele. A saída ocorre em meio à disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição.
"A política é dinâmica e exige principalmente clareza de rumo. Com serenidade e senso de responsabilidade, eu decidi seguir um novo caminho, sempre alinhado ao projeto liderado pelo governador Tarcísio", afirmou o vice-governador, em vídeo divulgado nas redes sociais.
De olho na sucessão do governo paulista, Kassab vinha articulando para ser indicado ao posto. O dirigente não esconde de aliados que seu projeto pessoal é ser governador de São Paulo.
O plano era repetir uma estratégia colocada em prática em 2004, quando, ainda deputado federal pelo PFL, Kassab foi escolhido vice na chapa de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. A manobra acabou por levá-lo ao comando da capital paulista.
Como mostrou o Estadão em setembro do ano passado, Tarcísio disse a aliados que não há qualquer possibilidade de Kassab ocupar a vaga de vice em sua chapa à reeleição. Reservadamente, o governador tem dito que seu desejo é manter Ramuth, que passou a ser assessorado pelo marqueteiro Pablo Nobel a seu pedido. Nobel foi responsável pela campanha vitoriosa de Tarcísio em 2022, e a dobradinha deve ser reeditada neste ano.
Apesar da preferência de Tarcísio, Kassab não quis apoiar a recondução do correligionário na chapa, o que levou o vice-governador a buscar uma nova legenda.
Ramuth, que construiu sua carreira política no PSDB e foi levado ao PSD por Kassab para disputar o Palácio dos Bandeirantes, tinha como destino preferencial o MDB, partido com o qual tanto ele quanto Tarcísio têm boa relação. O movimento, no entanto, dependia de aval do prefeito Ricardo Nunes, que tem como projeto de longo prazo disputar o governo paulista.
Além de Kassab, a vaga de vice de Tarcísio também vinha sendo disputada pelo PL, que desejava emplacar no cargo o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, pupilo de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Tarcísio, no entanto, já avisou ao senador Flávio Bolsonaro (PL) que a escolha será uma decisão pessoal.
Nas últimas semanas, o governador passou a apoiar a ideia de indicar do Prado para o Senado, mas a costura esbarra na preferência do bolsonarismo por um nome ideológico.
(Com Agência Estado)
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