Em resposta, o parlamentar afirmou que a acusação partiu de um caso ocorrido com um primo seu, que, aos 15 anos, teria se relacionado com uma mulher e gerado uma criança, hoje com oito anos. Ou seja, disse que a suposta acusação não tinha relação alguma com ele mesmo.
"As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade", disse Gaspar em nota.
A notícia da acusação provocou tumulto na CPI e a sessão chegou a ser interrompida para que o relator pudesse se defender. A deputada Bia Kicis (PL-DF) foi uma das que se solidarizou com o relator e criticou a conduta da senadora Soraya. "Sirigaita", disse a deputada. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) reclamou que o regimento não permite esse tipo de tratamento e pediu a retirada dos anais da CPI a palavra de Kicis. "Vou repetir: sirigaita, sirigaita", insistiu a deputada.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana, determinou que a expressão fosse apagada dos registros da comissão.
Lindbergh e Soraya convocaram uma entrevista, em que afirmaram ter recebido a informação sobre o suposto crime há dois dias. Afirmaram ter "fortes indícios", mas não provas, e reforçaram que cabe às autoridades investigar.
A senadora chegou a pedir para que as pessoas evitem "pré-julgamentos".
Segundo eles, o caso teria ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas, Estado de origem do relator da CPI, e a vítima seria uma menina com 13 anos na época dos fatos.
O caso veio à tona após Lindbergh chamar Gaspar de "estuprador" em discussão durante sessão realizada na manhã do mesmo dia. Em resposta, o relator se referiu ao petista como "corrupto" e "ladrão".
Além da relação sexual não consentida, o perpetrador do crime teria ainda tentado subornar familiares da vítima para evitar a oficialização de uma denúncia. Para isso teriam sido pagos duas parcelas, uma de R$ 70 mil e outra de R$ 400 mil.
Gaspar procurou a mulher que, segundo ele, é a filha da vítima a que os parlamentares que o acusam se referem. Ela gravou um vídeo em que explica ser filha de um primo do parlamentar, que a reconheceu e paga pensão para a neta.
Gaspar protocolou queixa formal contra Soraya e Lindbergh no Conselho de Ética. Também pediu desculpas à mulher e às filhas pelas declarações contra ele.
"Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante, nunca mantive relação sexual em Brasília, nem com a minha mulher porque ela vem muito pouco aqui, eu venho para o Congresso e volto para casa."
Parlamentares se solidarizaram com Gaspar e rechaçaram as denúncias. O vice-presidente da comissão, Duarte Jr. (PSB-MA), foi um deles, embora não faça parte da oposição ao governo Lula.
"Inicio minha fala somando a minha solidariedade ao relator. Agora há pouco eu vi sua mãe fazendo contato, a sua esposa E realmente a gente percebe que essa briga político-partidária tem que ter um certo limite", disse Duarte Jr.
(Com Agência Estado)
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