Um vídeo divulgado na manhã desta quarta-feira (6) pelo programa "Programa do Pop", da TV Cidade Verde, mostra o marido da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), contando maços de dinheiro em espécie. As imagens protagonizadas pelo empresário e ex-secretário municipal Carlos Alberto de Araújo viralizaram rapidamente nas redes sociais.
Nas imagens, é possível observar Carlos Alberto sentado, com pelo menos nove montes de cédulas à sua frente. As notas, aparentemente de R$ 50 e R$ 100, estão organizadas em pilhas e envoltas por elásticos de borracha. O empresário aparece concentrado, manuseando e contabilizando os valores. No entanto, não há qualquer explicação sobre o contexto da gravação, o local onde foi feita ou a origem do montante exibido.
A reportagem que exibiu o material não obteve, até o momento da divulgação, esclarecimentos por parte da Prefeitura de Várzea Grande. As tentativas de contato com Carlos Alberto de Araújo também não foram exitosas: ligações não foram atendidas e mensagens não obtiveram resposta.
O HNT procurou a assessoria de comunicação do município que informou que, por se tratar de um assunto pessoal, não vai emitir nota. O espaço segue aberto.
CONFIRA
(Reprodução/ TV Cidade Verde)
HISTÓRICO COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Carlos Alberto de Araújo não é um figura desconhecida nos corredores do Paço Municipal. Logo no início da gestão de Flávia Moretti, em janeiro de 2025, ele foi nomeado para o cargo de secretário de Assuntos Estratégicos. A nomeação, no entanto, foi alvo de questionamentos jurídicos.
Em fevereiro do mesmo ano, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a intimação da prefeita por descumprimento de uma decisão judicial que determinava a exoneração imediata de parentes em cargos comissionados, prática caracterizada como nepotismo, vedada pela Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Lei Orgânica do município.
A situação foi resolvida em 28 de fevereiro de 2025, quando a exoneração de Carlos Alberto foi publicada no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios. Oficialmente, o desligamento ocorreu "a pedido", mas a medida coincidiu com a pressão do MPMT, que havia alertado para o risco de improbidade administrativa e multa diária em caso de manutenção do familiar no posto.
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