O presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), afirma que a dívida da prefeitura com empresas terceirizadas, semelhante à situação com a Caribus, cujos trabalhadores pararam a circulação dos ônibus da cidade, nesta semana, afeta outras secretarias. O bolsonarista disse que servidores lotados nas pastas da Mulher, Assistência Social e na Governadoria estão com pagamentos atrasados. Já Dilemário Alencar (Podemos) falou que o Executivo não cumpre suas obrigações com as empresas de ônibus desde 2017, quando Emanuel Pinheiro (MDB) assumiu, deixando de repassar os valores do passe-livre e as pendências beiram exorbitantes R$ 80 milhões.
Chico garantiu que o Legisltaivo acompanha de perto as contas da gestão de Emanuel e os vereadores têm pleno conhecimento da situação que parou os coletivos na última segunda-feira.
"Temos conhecimento sim. Acredito que você esteja se referindo aos contratados, tercerizados. Estava atrasado o mês de julho, agosto e setembro e outubro. Agosto começou a ser pago na sexta e terminou na segunda. A previsão deles é que dentro de 10 dias, pague setembro e aí vão se organizar para pagar outubro. Mas estamos vigilantes, cobrando. Já cobrei o prefeito, cobrei o secretário de Governo, que nos passou essa orientação", declarou o presidente da Casa de Leis à imprensa durante a sessão ordinária nesta terça-feira (7).
Segundo o parlamentar, há outros atrasos sequenciais em aberto. As dívidas somam três meses e afetam servidores de pastas diversas.
"Chegou a ficar atrasado, pelo menos em algumas empresas tercerizadas, até três meses. São servidores lotados na Secretaria da Mulher, Assistência Spocial e na própria Gestão", afirmou Chico 2000.
DÍVIDA MILIONÁRIA
Dilemário Alencar utilizou o Portal Transparência para pesquisar o relacionamento de Emanuel Pinheiro com as terceirizadas de ônibus desde o início da sua gestão, em 2017. Conforme o parlamentar, a dívida do prefeito está perto dos R$ 80 milhões, pois o emedebista não repassa os recursos do Passe Livre
"Por que a empresa Caribus parou segunda-feira? Porque a prefeitura não passou os recursos referentes ao subsídio do passe-livre de estudantes. Estudando o Portal Transparencência, percebi que tem uma pendência com as empresas na ordem de R$ 45 milhões. Nós fizemos esse apanhado de quando o Emanuel assumiu até hoje. Mas recebi informações que pode chegar na casa de R$ 80 milhões", pontuou o vereador.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Cuiabá foi procurada pelo HNT, mas disse que não irá se manifestar sobre o assunto.
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