A sessão da Câmara de Cuiabá desta terça-feira (6) foi marcada pela cobrança de explicações sobre a redução da frota do transporte público na Capital. Logo no início do expediente, o vereador Dilemário Alencar (Podemos) propôs a convocação do secretário de Mobilidade Urbana, Juarez Samaniego, e do representante da Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU) para explicar a situação.
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"Cuiabá tem uma das passagens mais caras do Brasil, R$ 4,95. Nós precisamos saber se esse movimento é para pressionar a ter um aumento de passagem, já estão falando de passagem de R$ 6, ou se realmente é dívida por parte da Prefeitura de Cuiabá. Esse parlamento tem que chamar essas autoridades aqui para justificar a redução drástica da frota em Cuiabá", declarou.
O presidente da Casa, Chico 2000, que deixou a sessão rapidamente para se encontrar com o conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas de Mato Grosso, intercedeu logo no início do debate. Em resposta a Dilemário, Chico 2000 afirmou que um eventual reajuste na passagem do transporte coletivo não entrará em pauta sem que haja a renovação da frota de ônibus da cidade.
Na sequência, o deputado Sargento Joelson, do PSB, afirmou que as empresas rodaram com uma frota menor por falta de combustível ocasionada pela falta de repasses da prefeitura às empresas. "E vai piorar, amanhã vence a folha de pagamento dos motoristas e as empresas não têm dinheiro para pagar. Se atrasar salário de motorista, aí para tudo", alertou.
Os vereadores Eduardo Magalhães (Republicanos) e Michelle Alencar (UB) também usaram a tribuna para alarmar a situação. Enquanto Magalhães comparou a situação dos ônibus com o 'caos na Saúde', que levou à intervenção, Michelle chamou a gestão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), de irresponsável.
"É um desrespeito com o cidadão, com o trabalhador que fica nesse sol quente, todo mundo amontoado, chega, passa o ônibus, não consegue entrar, tem que esperar um tempão para o seguinte. Eu só quero reforçar aqui: essa é mais uma prova da má gestão que o prefeito Emanuel Pinheiro vem exercendo sobre Cuiabá", disparou Michelle.
O líder do governo, porém, vereador Luís Cláudio (PP), adotou tom tranquilizador. "O secretário de Mobilidade Urbana já falou comigo, o sistema já está voltando à normalidade com toda a sua frota. Existe uma negociação entre a prefeitura e as empresas, são três empresas, existe a comunicação prévia de qualquer atitude, seja das empresas ou dos funcionários, tem que ser comunicado à prefeitura, existe compensações, eles estão à mesa e o sistema já está voltando à normalidade", disse.
A reportagem procurou a MTU, mas não obteve resposta. Já a prefeitura afirmou que as empresas informaram que o problema foi pontual e que o serviço estará normalizado até o fim da tarde desta terça-feira.
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