A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil) avaliou que a colega de Câmara Municipal, Edna Sampaio (PT), segue apostando no vitimismo ao rebater as denúncias de "rachadinhas" com as afirmações de que sofre perseguição e violência política de gênero dos pares opositores. Michelly também disse que essa estratégia de justificar sua inocência por meio de acusações a outros parlamentares é "pífia".
“Infelizmente, a vereadora Edna adota e continua seguindo na linha do vitimismo. Independente de ser mulher, negra, petista, se fosse qualquer pessoa. Nós não estamos falando do gênero, mas sim do ato cometido. Não adianta adotar essa linha de vitimismo para tentar justificar uma irregularidade cometida por ela. Ela cometeu uma irregularidade, não quer admitir e está sendo investigada por isso", declarou Michelly Alencar à imprensa durante a sessão ordinária desta terça-feira (22).
Segundo a vereadora, esse posicionamento combativo contra os colegas de Legislativo é uma demonstração de despreparo, pois o plenário é um ambiente de discussão e, para Edna, a mínima ideia de discordância é um sinal de ofensa pessoal.
"A justificativa dela é acusando outras pessoas. Eu tenho a consciência muito tranquila. São pífias essas acusações de perseguição. Todas as vezes que a vereadora tem alguém que se posiciona contra alguma ideia, ideologia dela, essa pessoa vira perseguidora. Falta um preparo para estar na política, porque é um campo onde existem posicionamentos constrários, de discordar", apontou Michelly Alencar.
PROCESSO NA CÂMARA
Edna Sampaio foi investigada pela Comissão de Ética por suposto uso indevido da verba indenizatória (VI) destinada ao chefe de gabinete. O grupo indicou a cassação da petista. Porém, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça (TJMT), Agamenon Alcantara Moreno Junior, entendeu que a condução do processo "atropelou" o direito de defesa da vereadora, suspendendo a discussão no Legislativo.
Diante dos fatos, Edna garantiu que ingressaria com representação contra o presidente da Comissão de Ética, Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), pois, segundo ela, ele teria decidido que ela era culpada por fazer o uso ilícito da VI antes mesmo da finalização das investigações.
LEIA MAIS: Edna Sampaio cita "golpe" e ameaça processos contra Rodrigo Arruda e Sá e Dilemário
Uma das justificativas da parlamentar para manter a gestão da verba em conta coletiva, retirando o recurso das mãos do chefe de gabinete, é que a lei não estabelece a proibição de seguir com a prática. Michelly Alencar considera o ato como "absurdo".
"No caso da Edna, ela está sendo investigada de cometer uma irregularidade que é crime. O fato de ela usar a justificativa que a lei não proíbe é um absurdo. A lei deixa claro que a verba é para o chefe de gabinete. Quem está cometendo crime de perseguição é a vereadora Edna, me citando nominalmente, fazendo acusações de que eu estou perseguindo. Isso sim é uma perseguição", argumentou a vereadora
FALTOU NOTIFICAÇÃO DO TJ
A defesa de Edna impetrou recurso para derrubar o relatório do processo administrativo disciplinar (PAD) nº 22.704/2023 antes do parecer ser emitido pela Comissão de Ética. O juiz Agamenon Alcantara Moreno Junior assinou a decisão na última quarta-feira (16), um dia antes da entrega do documento à presidência da Câmara Municipal, mas o Legislativo ainda não foi notificado.
“Não vou dar meu posicionamento em relação à Justiça, mas o mínimo que a gente esperava era que a Comissão de Ética fosse ao menos notificada. Fomos surpreendidos com o processo já sendo suspenso. Mas, daqui pra frente, esses argumentos mais técnicos quem tem que responder é a própria Comissao de Ética", encerrou Michelly Alencar.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








