Política Sexta-feira, 24 de Junho de 2011, 18:48 - A | A

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RECOMENDAÇÕES

Riva aponta falhas na condução das políticas salariais feitas pelo governo

Presidente da AL critica falta de diálogo do Executivo com categorias que estão em greve, principalmente de professores

Mayke Toscano/Hipernotícias
Há mais de um mês que o Governo do Estado tenta acabar com impasses entre diversas categorias, entre elas a de professores
O governo do Estado falhou na condução dos entendimentos com as categorias de servidores que ainda não tiveram política salarial e de carreira definidos em lei. A opinião é do presidente da Assembléia Legislativa, José Riva (PP), para quem houve demora na busca das negociações.

Riva entende, por exemplo, que as discussões com o servidores da Educação devem continuar mesmo a categoria em greve.

“Se o governo quiser ter tranqüilidade para trabalhar ele tem que discutir reestruturação e as distorções agora para poder, a partir do ano que vem, corrigir apenas realinhamentos de salários e recomposição de perdas”, alertou, opinando que o pleito dos servidores da Educação, por exemplo, é justa e que o governo não pode cessar as conversações com a categoria, mesmo essa permanecendo em estado de greve.

Riva ponderou também que tem categoria que buscou o entendimento muito tardiamente, ou seja, depois da data-base.

“Teve categoria que começou a discutir realinhamento, Plano de Cargos, Carreira e Salários depois de 1° de maio, então essa não tem que ser levada em conta”, disse.
Outro alerta do presidente da Assembléia é quanto a Empaer que também não teve, até o momento, definição de uma política salarial que caiba nos anseios dos servidores. Para Riva, a mobilização dos servidores pode também estar dando um importante passo para devolver a força à Empresa de Pesquisa.

“O governador vai ter que ouvir os servidores, os agricultores da agricultura familiar. Penso que a Empaer é um canhão, que está sendo usada como uma arma calibre 22, sem bala”, comparou o parlamentar.

O próprio governador disse nesta semana que não está “fechado para o diálogo”e que vai discutir caso a caso a melhor forma para ambos os lados. Um dia, porém, depois dessa declaração, a Justiça determinou que os educadores grevistas voltassem imediatamente às salas de aula, sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato da categoria (Sintep), um sinal de que Procuradoria-Geral do Estado [PGE] já tinha engatilhada a ação contra o movimento grevista.

O líder do governo na Assembléia, Romoaldo Júnior [PMDB], garantiu que além da situação da Saúde, Empaer e Sema, todas as demais categorias estão tendo espaço para o diálogo nas negociações com o Paiaguás. “Não existe negociação fácil, cada um defende aquilo que acha que merece e o governo está se desdobrando para chegar a um consenso”, afirmou.

O deputado Riva, também disse nesta semana que não se pode responsabilizar somente o governador Silval Barbosa, por uma defasagem salarial “que já vem de muitos anos”.

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Paulo Justos Kuiabano 29/06/2011

A defasagem salarial dos professores sofreu perdas consideráveis no último mandato da Gestão Dante e nos dois mandato da Gestão Blairo onde hoje o Governador era o Vice de Blairo. O Governador tem conhecimento e participação nessa defazagem salarial sim pelo histórico político apresentado. O Senhor Romoaldo líder do governo na Assembleia Legislativa ou está dormindo ou está utilizando discurso de má fé. Isso é uma vergonha pra Alta Floresta e Mato Grosso.

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