Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 14:18 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 14h:18 - A | A

ALVO DE OPERAÇÃO

Presidente do PL diz que acredita em Alcino, mas admite prejuízos à chapa estadual

Ananias Filho reconheceu o desgaste com a operação do Naco a poucos dias do pleito, mas afirmou que manterá a confiança no candidato até os esclarecimentos oficiais

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução/Instagram

ANANIAS FILHO E ALCINO BARCELOS

O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, admitiu que a operação deflagrada contra o ex-prefeito de Pontes e Lacerda (483 km de Cuiabá) e candidato a deputado estadual Alcino Barcelos (PL) pode gerar prejuízos à chapa da sigla na reta final da campanha. Em entrevista ao HNT, nesta sexta-feira (25), o dirigente afirmou que pretende aguardar os esclarecimentos do candidato e disse que não irá condená-lo antecipadamente.

Questionado sobre os possíveis reflexos eleitorais da operação para o PL, Ananias reconheceu que a ação pode provocar desgaste para a legenda a poucos dias da votação. “Sem dúvidas [pode gerar prejuízos à chapa do PL]”, afirmou.

LEIA MAIS: Operação investiga ex-prefeito por contratos milionários e compra de fazenda

Apesar da repercussão da operação, o presidente estadual do partido disse que manterá a confiança em Alcino neste momento diante da proximidade da eleição e da ausência, até o momento, de uma condenação que impede que a legenda antecipe qualquer julgamento sobre o candidato.

“Olha, vou presumir a inocência dele, esperar a resposta efetiva dele contra essa operação. Não posso condenar uma pessoa que é candidata faltando uma semana da eleição, então vai continuar tendo a minha confiança”, declarou.

A operação foi deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nesta sexta-feira (25), com o cumprimento de 12 ordens judiciais contra agentes públicos e empresários. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa relacionadas a contratos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda entre 2017 e 2024, período em que Alcino esteve à frente do município.

Os contratos sob apuração envolvem uma empresa do setor de pré-moldados e somam cerca de R$ 5,7 milhões. Os investigadores também apuram a aquisição de uma propriedade rural pelo ex-prefeito, em uma negociação que teria envolvido pagamento com cabeças de gado.

CANDIDATO NEGA AS ACUSAÇÕES

Durante o cumprimento do mandado de busca na residência de Alcino, foram apreendidos dinheiro em espécie e uma arma de fogo sem documentação. O candidato reconheceu a existência dos itens e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que o dinheiro tem origem lícita e que a arma seria uma relíquia herdada do pai. Ele também questionou o momento da operação, realizada a cerca de dez dias do primeiro turno.

LEIA MAIS: Alcino nega irregularidades e questiona operação 10 dias antes das eleições; veja vídeo

Alcino negou irregularidades relacionadas aos contratos investigados e questionou a realização da operação às vésperas da eleição. O candidato também levantou a possibilidade de motivação política para a ação, alegação que deve ser tratada como manifestação do próprio investigado, enquanto a apuração do Ministério Público segue em andamento.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros