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Política Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 10:44 - A | A

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 10h:44 - A | A

SANGUESSUGA

“Corrupto”, reafirma Milas após ser condenado a pagar R$ 5 mil a WF

O candidato ao governo manteve a declaração sobre o adversário e destacou que o senador foi absolvido não por falta de provas, mas por prescrição

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Arte/HNT

Rafael Millas (Missão), e o senador Wellington Fagundes (PL), ambos candidatos ao governo.

Rafael Millas (Missão), e o senador Wellington Fagundes (PL), ambos candidatos ao governo.

O candidato ao governo Rafaell Milas (Missão) reafirmou nesta quinta-feira (25) a acusação contra o também seu adversário, o senador Wellington Fagundes (PL), mesmo após ser condenado pela Justiça Eleitoral a pagar multa de R$ 5 mil por ter chamado o adversário de "corrupto" nas redes sociais. Milas disse que mantém a declaração e está pronto para assumir um novo processo. O candidato ainda destacou que Fagundes foi absolvido na Operação Sanguessuga devido à prescrição do processo e não por falta de provas.

"Eu sustento e afirmo. Se vier processo, eu estou pronto. Porque, na minha humilde opinião, isso é opinião minha, não é uma acusação, porque se você pega o processo da Sanguessuga e lê o processo, você vê que em nenhum momento ele foi absolvido por falta de provas", falou Millas no programa Roda de Entrevista nesta quinta-feira (24).

A juíza auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Glenda Moreira Borges, no entanto, considerou em sua decisão que transformar processos encerrados em suspeitas ultrapassa os limites do debate político. Na sentença contra Millas, a juíza destaca que candidatos podem fazer questionamentos, mas Millas não tem respaldo suficiente.

Mesmo após a condenação, Milas voltou a citar a Operação Sanguessuga. Ele ainda disse que o PL é o partido com o maior número de políticos oportunistas e afirmou que vai anular o seu voto no segundo turno à presidência da República, caso a disputa final das eleições 2026 ao cargo fique entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Então você pega a acusação que o Ministério Público faz, a associação que ele faz, sem contar as relações que o Silval fez aqui como governador, você vê que de fato ali é muito batom, é muito batom na cueca para te achar que não houve nada", declarou.

O candidato também fez uma comparação com processos envolvendo Lula. De acordo com Millas, se a análise política fosse limitada aos processos, seria necessário considerar Lula inocente.

"Se a gente for usar essa lógica de só pelo que a Justiça fala, então eu devo afirmar por lógica que o Lula é inocente", concluiu. 

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