Câmeras de segurança flagraram o momento em que o suspeito da morte do pintor Farison Ferreira da Silva, de 35 anos de idade, coloca o cadáver dentro do carro para desová-lo em uma área rural de Sinop (480 km de Cuiabá). O corpo foi encontrado sobre um colchão na quarta-feira (23).
Farison teria sido morto enquanto dormia com três golpes de extintor de incêndio na cabeça. Segundo as informações registradas pela polícia, uma discussão envolvendo R$ 1,2 mil teria motivado o assassinato. O suspeito, que trabalhava como ajudante da vítima em serviços de pintura, teria ficado ressentido após um desentendimento entre os dois.
Conforme o relato registrado no boletim de ocorrência, o jovem teria anteriormente subtraído a quantia pertencente a Farison, situação que teria provocado discussões entre eles. No dia do crime, uma nova briga teria ocorrido enquanto os dois estavam no local onde a vítima trabalhava.
Ainda segundo a versão apresentada pelo suspeito, Farison teria pedido que ele acelerasse o serviço que estava realizando. O jovem afirmou aos policiais que interpretou a cobrança como uma forma de menosprezo.
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Após o encerramento das atividades, o suspeito teria esperado Farison dormir. De acordo com a declaração registrada no boletim, ele pegou um extintor de incêndio e atingiu a vítima três vezes na cabeça.
Depois do crime, o jovem teria colocado o corpo de Farison dentro de uma Fiat Strada pertencente à vítima e seguido até uma estrada de fazenda às margens da MT-423, entre Sinop (480 km de Cuiabá) e Cláudia (568 km de Cuiabá). O cadáver foi abandonado no local.
As imagens de segurança registraram a movimentação do suspeito durante a madrugada e ajudaram os investigadores a chegar à sua identificação e ao possível paradeiro. Depois de deixar o corpo, ele teria retornado a Cláudia para buscar documentos pessoais e, posteriormente, seguido para Sinop.
Com a localização do veículo e a análise das imagens, os policiais conseguiram identificar o possível paradeiro do jovem. Ele foi localizado e preso em um hotel.
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ENCONTRADO COM OBJETOS MANCHADOS DE SANGUE
O cadáver de Farison foi encontrado ao lado de um colchão, travesseiro, roupas de cama, toalha e uma coberta, todos com manchas de sangue. A presença dos objetos levantou a possibilidade de que o pintor tivesse sido morto em outro local e levado posteriormente para a estrada.
O perito Carlos Siqueira, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), explicou que a avaliação preliminar apontou um ferimento extenso na cabeça, compatível com uma pancada.
Segundo o perito, os objetos encontrados junto ao corpo apresentavam grande quantidade de sangue e poderiam estar relacionados ao local onde a vítima pretendia dormir.
A equipe da Politec também esteve na empresa onde Farison realizava um serviço de pintura. O proprietário informou aos peritos que o pintor pretendia passar a noite na oficina.
Farison morava em Cláudia, a cerca de 90 quilômetros de Sinop. O corpo foi encaminhado à Politec, onde será submetido a exame de necropsia.
O jovem foi preso e encaminhado às autoridades. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do assassinato e a motivação do crime.
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