Uma discussão envolvendo R$ 1,2 mil teria antecedido o assassinato do pintor Farison Ferreira da Silva, de 35 anos de idade, encontrado morto sobre um colchão em uma área rural de Sinop (a 500 Km de Cuiabá), na quarta-feira (23). Segundo o relato apresentado pelo suspeito e registrado no boletim de ocorrência, os dois já vinham tendo conflitos por causa de dinheiro.
O homem, de 19 anos de idade, foi preso horas depois do crime pela Força Tática. Durante a abordagem, conforme o BO, ele declarou ter cometido o homicídio e apresentou aos policiais uma versão sobre a dinâmica do crime.
Segundo o relato, o suspeito teria anteriormente subtraído a quantia pertencente a Farison, o que teria provocado discussões entre os dois. No dia do crime, uma nova discussão teria ocorrido enquanto os dois estavam no local onde a vítima trabalhava.
Ainda conforme a versão registrada no boletim, Farison teria pedido que o suspeito acelerasse o serviço que estava realizando. O homem afirmou aos policiais que interpretou a cobrança como um menosprezo.
Depois do encerramento das atividades, o suspeito teria aguardado a vítima dormir. Segundo a declaração registrada no BO, ele então teria pegado um extintor de incêndio e desferido três golpes contra Farison.
CORPO NO CARRO
Após as agressões, o suspeito relatou que colocou o corpo da vítima no banco traseiro da Fiat Strada e seguiu em direção a Cláudia.
Durante o trajeto, segundo a versão apresentada, ele teria retirado o corpo do veículo e o deixado na região onde Farison foi posteriormente encontrado. Em seguida, teria continuado até Cláudia, abastecido o veículo e recolhido alguns pertences pessoais antes de retornar para Sinop.
A Fiat Strada foi localizada pelas equipes de inteligência no cruzamento da Avenida Ênio Pipino com a Avenida dos Pinheiros. Os policiais visualizaram no interior do veículo diversas manchas aparentemente de sangue, que poderão ser analisadas no decorrer da investigação.
O suspeito foi localizado em um hotel nas proximidades e detido. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Sinop, juntamente com o veículo e demais elementos recolhidos durante as diligências.
A dinâmica e a motivação do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil. A referência aos R$ 1,2 mil consta como parte da versão apresentada pelo suspeito, e não como conclusão definitiva sobre a motivação do homicídio.
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